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Πέμπτη 28 Ιουνίου 2018

L'Africa: un Paese martoriato dalla guerra


L'Africa è il continente in cui si combattono le guerre più spietate al mondo

La foto viene da qui

it.blastingnews.com

L'africa è un paese ricco di risorse naturali e ciò nonostante diventa sempre più povero. Ovviamente le Guerre contribuiscono maggiormente, dal punto di vista economico, a far sprofondare in crisi umanitarie perenni questo meraviglioso Paese. Il continente africano formato da 54 paesi, di cui più della metà sono coinvolti in sanguinose guerriglie umane, combattute tra milizie, gruppi separatisti e anarchici in azione.
L'Africa un paese martoriato dalla guerra - Da sempre nel Continente nero, le etnie e le tribù più disparate (con l'interferenza dell'Occidente), si contendono lo stesso territorio e le stesse risorse. Un Paese dalle grandi contraddizioni: così ricco di risorse minerarie, di potenzialità, di mete turistiche e allo stesso tempo simbolo del "Terzo Mondo".
Dove ogni anno muoiono milioni di persone per la fame e dove le popolazioni, nonostante si dichiarino stanche dei massacri, continuano a combattere tra di loro.

25 Stati coinvolti in guerre

Sicuramente uno dei paesi più colpiti dal conflitto civile è la Somalia. Governata da Siad Barre per 30 anni, grazie anche all'aiuto economico di USA e ex URSS e di una politica interna intollerante, fu spodestato nel 1991. Da più parti accusato di essere il colpevole per la suddivisione del paese in clan, sub-clan e sub-sub-clan. Dopo la sua deposizione Mogadiscio diventa terreno di scontro tra Ali Mahidi e il generale Aidid e il paese cade in una sanguinosa guerra civile che fino ad oggi è costata la vita a più di mezzo milioni di essere umani.
Un altro paese sempre in guerra è la Libia del post-Gheddafi.
Dopo la sua morte, il paese è in un caos totale. Alcune zone sono controllate da due Governi, altre fuori di ogni controllo statale e una parte controllata dall'ISIS. Ma la vera ragione del conflitto è l'egemonia totale sul petrolio non solo da parte dell'ISIS, ma anche da parte dell'Occidente.
La Nigeria di Buhari, Presidente dal 2015, sta attraversando uno dei momenti più significativi della sua storia. Nel silenzio generale dei media, gli indipendentisti della Repubblica di Biafra, stato secessionista nel sud-est della Nigeria, e i fondamentalisti di Boko Haram nel nord del paese, stanno attuando una repressione capillare, con aree rase al suolo, rapimento e stragi di donne.
Poi c'è il Mali, una delle perle del deserto del Sahara, che aveva iniziato il suo processo di democratizzazione, ma che nel 2012 ha assistito inerme, in primis, alla secessione dell'Asawad, terra natale dei Tuareg (tribù degli ultimi uomini liberi), da parte del Movimento di Liberazione Nazionale. Poi all'ascesa degli islamisti ed infine all'attacco militarizzato della Francia, che nonostante l'accordo di pace, tra Bamako e i ribelli, nel nord si registrano ancora scontri.

Sfruttamento di coltan, oro e diamanti

Guerre infinite per lo sfruttamento delle risorse minerarie, come il coltan (materiale utilizzato nell'industria elettronica), l'oro e i diamanti, nel Sud Sudan e nel Congo. Dove gli scontri avvengono anche tra bambini-soldati e "signori della guerra" senza scrupoli. [VIDEO]
Altri paesi interessati dagli scontri interni da parte dei ribelli sono: l'Egitto (instabilità successiva alla rivolta del 2011); la Tunisia, da dove è partita la primavera araba nel dicembre 2010; la Repubblica Centrafricana, uno dei paesi più poveri della Terra, dove è ancora in atto, nonostante l'accordo di pace, una guerra civile tra i miliziani animisti anti-balaka e i musulmani Seleka; il Kenya, dove al momento a creare apprensione è il gruppo jiadista Al-Shabaab.

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Categoria:Guerre in Africa - Wikipedia 
L’Africa dei saccheggi e l’Africa della resistenza
 

Σάββατο 7 Οκτωβρίου 2017

A pobreza provoca a violência na África ou a África é pobre por ser violenta?


Uma cultura de violência e personalismo na política ainda marca os jovens Estados africanos

 
Foto daqui (República Centro-Africana)

Por Denise Galvão

Há décadas o continente africano é vítima de uma coincidência dramática: conflitos armados e pobreza. Como as guerras não estão presentes em todos os contextos de miséria, conclui-se que a pobreza nem sempre é capaz de causar conflitos violentos por si só. Apesar disso, deve ser observada como uma causa – ela contribui de maneira decisiva para que as guerras aconteçam.
Grupos insurgentes costumam alegar que querem substituir um determinado governo para que, com o poder em mãos, possam defender segmentos marginalizados da sociedade em regimes nãodemocráticos. Afirmam que a idéia é conferir-lhes expressividade política e promover seus interesses sociais e econômicos, a fim de reverter injustiças. Essa motivação costuma atrair amplo apoio popular à iniciativa de travar uma guerra civil.
No decorrer de vários conflitos na África, porém, os combatentes empregaram táticas de guerra, como o recrutamento de crianças, a servidão sexual, as mutilações de civis, o deslocamento forçado e a limpeza étnica. Quando rebeldes voltam-se contra a própria população, torna-se evidente que há outros fatores envolvidos, além da luta contra a marginalização.
As causas fundamentais desses conflitos estão, em geral, relacionadas à fraqueza e à pouca – ou nenhuma – legitimidade dos governos. Uma cultura de violência e personalismo na política ainda marca os jovens Estados africanos, herdeiros do domínio colonial europeu. Essa fragilidade manifesta-se no caráter vulnerável a intervenções internacionais e na permissividade ao mercado informal, que possibilita a circulação de armas ilegais. Ao agir em nome de interesses privados, o Estado permite que outras forças políticas – incluindo grupos armados – preencham o vácuo do poder público.

 
Foto daqui (Burundi)

É interessante notar que na África há um paradoxo entre a pobreza do povo e a riqueza da terra. Ao mesmo tempo em que o continente concentra os piores índices de desenvolvimento humano, também tem reservas de extraordinárias riquezas naturais, como petróleo, diamantes, ouro, cobre, cobalto e coltan (liga metálica usada na fabricação de componentes eletrônicos). Parte dessas riquezas foi drenada para financiar a violência contra as próprias populações africanas – como, por exemplo, os “diamantes de sangue” de Angola, Congo e Serra Leoa. Outra parte enriqueceu grandes investidores estrangeiros, com as bênçãos de governos instáveis e corruptos.
Conflitos prolongados e de difícil solução, como é o caso dos países que compõem o Chifre da África, não só causaram mortes, mas também pioraram as condições de vida dos sobreviventes – entre os quais imensas massas de refugiados. Dessa forma, percebe-se claramente a correlação entre miséria e conflitos armados: ao mesmo tempo em que a miséria consiste em uma causa profunda de guerras, também é intensificada pelas práticas de extrema violência, num ciclo vicioso dos mais cruéis.

Denise Galvão é mestra em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos Internacionais da Universidade Cândido Mendes.

Σάββατο 3 Δεκεμβρίου 2016

África: Continente possui maior número de conflitos armados


José Renato Salatiel 
vestibular

Nem tudo é violência em Mali: feira diante da Grande Mesquita de Djenné, cidade histórica, que foi considerada patrimônio da humanidade pela Unesco

A França iniciou no dia 11 de janeiro uma intervenção militar em Mali, na África, para deter o avanço de rebeldes islâmicos, que já controlam parte do país africano. Mali é uma antiga colônia francesa e um dos países mais pobres do mundo, com metade da população de 12 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza.
Em março do ano passado, grupos ligados à rede terrorista Al Qaeda iniciaram um levante, após um golpe de Estado que derrubou o governo local. Eles conquistaram a região norte do país, localizada no meio do deserto do Saara, e ameaçavam chegar à capital, Bamako.
 
Direto ao ponto: Ficha-resumo

O governo do socialista François Hollande justificou a operação com o risco de Mali se tornar um foco de grupos terroristas, como o Afeganistão, nação asiática ocupada há 11 anos pelos Estados Unidos.
A França mantém relações comerciais na região e, atualmente, possui oito cidadãos reféns dos insurgentes de Mali. A Europa teme ataques terroristas em represália à invasão francesa.  Já a ONU estima que 4,2 milhões de malianos imigrarão por causa dos combates e, desta forma, precisarão de ajuda humanitária.
O roteiro da guerra civil em Mali é o mesmo de todos os conflitos na África nas últimas décadas: um país pobre sofre um golpe militar, que resulta em lutas sangrentas e população massacrada pela fome. O único elemento novo nessa trama é a atuação de radicais islâmicos, que assumiram o lugar das guerrilhas comunistas nos tempos da Guerra Fria.
A África é o segundo maior e mais populoso continente do mundo. É também o continente com maior número de conflitos duradouros em todo o planeta, de acordo com a ONU. De um total de 54 países que compõem a África, 24 encontram-se atualmente em guerra civil ou em conflitos armados, de acordo com um levantamento do site Wars in the World.
As batalhas mais devastadoras ocorrem, hoje, em Ruanda, Somália, Mali, República Centro-africana, Darfur, Congo, Líbia, Nigéria, Somalilândia e Puntlândia (Estados declarados independentes da Somália em, respectivamente, 1991 e 1998). Esses combates envolvem 111 milícias, guerrilhas, grupos separatistas ou facções criminosas.
Os países em guerra ficam na chamada África Subsaariana, que compreende os territórios que não fazem parte da África do Norte e do Oriente Médio. A região é caracterizada pela pobreza, instabilidade política, economia precária, epidemias, baixos indicativos sociais e constantes embates entre governos e rebeldes.
São disputas que, neste século 21, carecem de contornos ideológicos ou claras motivações sociais e políticas. Distinguem-se, portanto, do movimento popular da Primavera Árabe.


Foto d'aqui
Genocídios

No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), movimentos nacionalistas e anticolonialistas travaram guerras para conquistar a independência das nações africanas. Nos anos 1970 e 1980, sucessivos golpes militares e disputas étnicas impediram a continuidade política e, consequentemente, o desenvolvimento da região.
De modo geral, as guerras africanas não são guerras entre países, mas conflitos internos. Eles têm como principais causas a falência do Estado, batalhas pelo controle do governo e a luta por autonomia de grupos étnicos.
O que mais chama atenção, contudo, é a brutalidade dessas disputas, sobretudo aquelas travadas após os anos 1990. Genocídios, massacres, estupros em massa, exército de crianças e extermínio de comunidades inteiras com facões e machados compõem a barbárie. A fome é outro instrumento usado pelas facções, que destroem as plantações e expulsam populações de seus lares.
Diferente das guerras no século 20, os atuais conflitos africanos matam, em 90% dos casos, civis, não militares.
A Segunda Guerra do Congo é considerada o conflito armado mais letal desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2008, 5,4 milhões de pessoas foram mortas, a maioria de fome. Ruanda foi palco de um dos maiores genocídios da história do continente. Em apenas cem dias, entre os meses de abril e junho de 1994, 800 mil pessoas foram mortas no país, a maioria da etnia tutsi.
Em Darfur, desde 2003 os conflitos deixaram cerca de 400 mil mortos, segundo estimativas de ONGs, e 2,7 milhões de refugiados, gerando uma das piores crises humanitárias deste século.
 
 

Refugiados

Outra consequência dos conflitos é a expulsão de milhares de pessoas para campos de refugiados. Isso provoca, por sua vez, uma crise humanitária, com a proliferação de doenças e a fome que dizimam a população.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla em inglês) calcula em 43,3 milhões o número de pessoas expulsas de seus países, em todo o mundo, sendo que 15,2 milhões delas têm o status de refugiados. Afeganistão e Iraque, países ocupados pelas forças americanas no começo deste século, possuem o maior número de refugiados, seguidos de Somália e Congo. O maior campo de refugiados no mundo fica no Quênia, com 292 mil pessoas.
Mesmo com a ajuda humanitária, os países em guerra não conseguem se reconstruir. Ao final dos combates, a pouca infraestrutura existente e serviços foram devastados, atrasando ainda mais o progresso econômico. Teme-se que a guerra em Mali componha a mesma narrativa.

Δευτέρα 21 Σεπτεμβρίου 2015

Pobreza em África

 
pobrezafrica.no.sapo.pt

A continuidade dos conflitos armados, o avanço de epidemias e o agravamento da miséria marcam a história recente da África e contribuem para o isolamento económico do continente. Algumas nações alcançam relativa estabilidade política e desenvolvimento: é o caso da África do Sul, responsável por um quinto do PIB africano, graças à exportação de ouro, minério de ferro, diamante e carvão e a maciços investimentos no parque industrial, e dos países árabes da chamada África Branca, ao norte, como Líbia, Argélia e Egipto, onde a economia está baseada na exploração de petróleo e gás natural. Enquanto isso, a região da África Subsaariana, que abrange os países de população negra situados ao sul do deserto do Saara, é a única área do planeta que regrediu economicamente em relação à década de 60. O continente é marcado também pelos conflitos etno-religiosos, tanto entre clãs e tribos na África Negra, quanto entre guerrilheiros fundamentalistas e o governo nos países islâmicos.

Após o processo de descolonização, entre as décadas de 1950 e 1970, as guerras civis tornaram-se constantes na região da África Subsaariana, já que as fronteiras políticas dos Estados nascentes não obedeceram às divisões étnicas, religiosas e linguísticas dos povos nativos. Desde então, cerca de 20 nações africanas já entraram em guerra. As ricas reservas de minérios, com enorme potencial para impulsionar o desenvolvimento económico, funcionam, ao contrário, como motor de alguns conflitos.



Há fome e subnutrição crónica em quase 20 países. O maior problema na área da saúde é a propagação de epidemias. Cerca de 90% dos casos mundiais de malária ocorrem na África Subsaariana e 71% dos portadores do vírus HIV no planeta vivem na região. Em Botsuana e Zimbábue a Aids atinge 1 em cada 4 adultos. Por causa da SIDA, a expectativa de vida dos africanos cai drasticamente. Em 1990, ela era de 59 anos e até 2005 deve baixar para 45 anos.

O atraso económico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O Produto Interno Bruto (PIB) da África representa apenas 1% do total mundial e o continente participa de apenas 2% das transacções comerciais que acontecem no mundo (participava de 6% nos anos 60). O resultado é que 260 dos 600 milhões de habitantes da África vivem com até um dólar por dia, abaixo do nível de pobreza definido pelo Banco Mundial.

 

Impulsionado pelo crescimento da África do Sul, o bloco económico SADC (formado por 14 países) se firma como o pólo mais promissor do continente. Nos países do mundo árabe, ao norte, a exploração de petróleo e gás natural traz riqueza a nações como Argélia, Líbia e Nigéria, apesar da oscilação do preço desses produtos no mercado internacional.

Características físicas - Um terço do território é ocupado pelo deserto do Saara (8,6 milhões de km2). Nessa parte árida, porém, se localiza uma das regiões mais férteis do globo: a faixa de terra banhada pelo rio Nilo. Na porção úmida equatorial, encontram-se as florestas tropicais, que perdem densidade e se transformam em savanas à medida que se distanciam para regiões mais secas, ao norte e ao sul. A cobertura vegetal tem sido reduzida pelo desnatamento, e o aumento das áreas desérticas é um dos principais problemas ambientais do continente. O litoral é regular, com poucas ilhas. O clima é quente (equatorial ou tropical) na maior parte do território, excepto nas extremidades sul e norte, onde é temperado.

Religião e idioma - Ao lado de cultos animistas, praticam-se o islamismo, o cristianismo e o hinduísmo. Predominam as línguas e os dialectos do tronco africano e do tronco camito-semítico. É grande a influência do português, do francês e do inglês, idiomas dos principais grupos colonizadores.