Εμφάνιση αναρτήσεων με ετικέτα Virgem Maria. Εμφάνιση όλων των αναρτήσεων
Εμφάνιση αναρτήσεων με ετικέτα Virgem Maria. Εμφάνιση όλων των αναρτήσεων

Σάββατο 25 Νοεμβρίου 2017

21 de Novembro: Apresentação da Santíssima Virgem no Templo


Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires

Hoje, o universo inteiro, cheio de alegria,
na insigne festa da Mãe de Deus, exclama:
Eis aqui o celeste tabernáculo!
Ana hoje nos preanuncia a alegria [ ... ]:
cumprindo o seu voto apresenta ao Templo do Senhor
aquela que é verdadeiramente
o templo do Verbo de Deus e sua Mãe puríssima.

ssim, já no dia 20 de novembro, a Igreja de tradição constantinopolitana exulta na véspera da festa da entrada ao Templo da Santíssima Mãe de Deus, que se concluirá em 25 de novembro. É uma das Doze grandes festas do ano litúrgico bizantino e coincide, como data, com o calendário romano. Mas qual riqueza hinográfica o Oriente nos transmitiu em seus textos litúrgicos! A festa de origem hierosolimitana celebrava a festa da dedicação da igreja de Santa Maria Nova (no tempo do imperador Justiniano, em novembro do ano 543).
Desde as Vésperas iniciais, um dos temas mais freqüentes é o convite a honrar aquela que é "o santo tabernáculo, a arca espiritual que contém o Verbo infinito," "o templo animado da santa glória de Cristo"embora o evento da encarnação esteja cronologicamente ainda longe. Com efeito, repete-se várias vezes que a menina apresentada ao templo tinha três anos. Evidentemente aqui se considera o plano de Deus na sua globalidade, pelo qual já se pode aclamar:
Tu és o oráculo dos profetas, a glória dos apóstolos,
o orgulho dos mártires e a renovação de todos os mortais,
ó Virgem Mãe de Deus.
Por isso honramos a tua entrada no templo do Senhor
e, juntamente com o anjo,
te saudamos com os nossos cânticos,
nós que fomos salvos pela tua intercessão.
(Ofício de Vésperas).
A exuberância oriental é bem diversa da sobriedade e concisão latina; além disso, notamos, com freqüência, no "próprio" bizantino referências ao Proto-evangelho de São Tiago, do qual são lembrados muitos detalhes: as meninas que acompanharam Maria com as lâmpadas acesas, o grão-sacerdote Zacarias que a introduziu no templo e no Santo dos Santos, o alimento que o anjo Gabriel lhe levou até o dia de suas núpcias com José. Os hinos litúrgicos dessa festa estão repletos de elementos lendários, dificilmente aceitos por um fiel ocidental, mas é preciso entender que no Oriente se deu a eles um valor simbólico de verdades mais elevadas, como a total consagração a Deus de Maria Santíssima desde a mais tenra infância e a sua preparação excepcional à missão única de gerar ao mundo o Redentor. Um estudioso de liturgia bizantina observa:
— «O temperamento ocidental, apaixonado pela exatidão histórica e que julga com esse critério os próprios dados da sua vida religiosa, só podia desdenhar a lenda piedosa da apresentação de Maria ao templo. Completamente diferente é a atitude do oriental; pode estar perfeitamente a par da inautenticidade histórica de um relato sem por isso rejeitá-lo. Ele busca nos fatos da história sagrada, mesmo nos perfeitamente estabelecidos, não tanto a sua verdade humana quanto o seu conteúdo divino.»
Rwanda (foto daqui)

O ícone da festa é caracterizado por certa fixidez. Pode-se notar que, em cima de um estrado, o sacerdote Zacarias acolhe a pequena Maria, que tem um olhar maduro e vestes de pessoa adulta; atrás dela está uma menina e, segurando uma vela, símbolo da oferta, estão Joaquim e Ana. Na cena do ângulo superior à direita, o anjo Gabriel leva a comida para a menina, como é lembrado pelo tropário que se segue:
No Santo dos Santos,
a Santa e Imaculada é introduzida pelo Espírito Santo
para ali habitar e ser nutrida por um anjo;
ela é o templo mais santo do Deus Santo;
com o seu ingresso santifica todas as coisas
e diviniza a natureza decaída.
Passamos assim à poesia da hinografia litúrgica. Eis o texto das preces mais repetidas no dia 21 de novembro e nos dias de pós-festa:
Hoje é o prelúdio da benevolência de Deus
e a proclamação preliminar da salvação dos homens:
a Virgem apresenta-se com esplendor no templo de Deus
e antecipadamente anuncia Cristo a todos.
A ela, nós também clamemos em alta voz:
Salve, ó realização dos planos do Criador.
Tropário (4º tom)
O puríssimo templo do Salvador, a Virgem,
o preciosismo tálamo, o sagrado tesouro da glória de Deus,
é apresentada hoje à casa do Senhor,
introduzindo com ela a graça do Espírito divino.
Os anjos de Deus a louvam, clamando:
Esta é o tabernáculo celeste.
Kondakion (4º tom)
As três leituras vetero-testamentárias que se proclamam nas Vésperas da festa evocam as disposições dadas por Jeová a Moisés para que erigisse "o Tabernáculo, a tenda de reunião" (Ex. 40), a "arca da Aliança" que Salomão colocou no templo (1 Rs. 8) e a "porta fechada" vista por Ezequiel (Ez. 44). São todas figuras bíblicas muitas vezes aplicadas à Virgem. Venerando desde a mais remota Antigüidade a santidade sublime de Maria, no Oriente bizantino a reflexão se deteve sobre a misteriosa preparação da Escolhida para a missão que Deus lhe confiou. Por isso, é importante a festa de 21 de novembro, em que nós também, celebrando as primícias da nossa salvação, podemos rezar com as palavras de um tropário da Ode nona do Cânon matutino que dizem:
Ó imaculada Mãe de Deus,
tu tens na alma a beleza resplandecente da pureza,
és cheia de graça celestial;
tu iluminas sempre com eterna luz
os que com alegria exclamam:
Na verdade, tu és a mais excelsa de todas as criaturas,
ó Virgem pura!

Fonte:
«O ANO LITÚRGICO BIZANTINO» Madre Maria Donadeo 
 
Veja também


Τρίτη 15 Αυγούστου 2017

Dormição da Santíssima Mãe de Deus (15 de Agosto)



Arquidiocese Ortodoxa de Buenos Aires

última grande festa do ano litúrgico bizantino (que nos Minéa termina no dia 31 de agosto) é mariana: Dormição da SS. Mãe de Deus, Kóimesis no grego e Uspénie no eslavo eclesiástico, palavras que aludem justamente ao ato de dormir. E a tradicional representação iconográfica de 15 de agosto mostra a Virgem estendida no leito de morte, rodeada para o último sono pelos apóstolos, vindos prodigiosamente dos lugares onde pregavam o evangelho, tendo ao centro Jesus Cristo que acolhe a sua alma, representada como uma menina envolta em faixas e por ele sustentada.
A partir do dia 1 de agosto, o Oriente bizantino prepara-se para a festa com um jejum (do qual também fala São Teodoro Estudita, morto no ano 826) e dado que, além da pré-festa do dia 14 de agosto, os textos litúrgicos falam do trânsito de Maria SS. ao céu até o dia 23 de agosto, pode-se afirmar que este é o mês mariano dos fiéis ortodoxos e greco-católicos.

Mulher com Theotokos Dormition ícone sagrado, daqui

A celebração dessa solenidade no dia 15 de agosto foi fixada com um edito do imperador do Oriente, Maurício (582-602), confirmando uma tradição, sem dúvida, mais antiga. No Ocidente, a festa foi introduzida, juntamente com outras três festas marianas, pelo papa Sérgio I, coincidindo as datas de sua celebração. Quanto ao conteúdo, o tropário principal assim sintetiza o mistério:
Em tua maternidade conservaste a virgindade
e em tua dormição não abandonaste o mundo,
ó Mãe de Deus.
Foste levada para a vida sendo a Mãe da Vida,
e por tuas orações resgatas nossas almas da morte.
Tropário (1º tom)
Logo é posto em evidência o ministério de intercessão que a Mãe de Deus e nossa desempenha após sua entrada (também corpórea) no céu. O kondákion do dia, a segunda oração mais repetida, o confirma:
Nem o túmulo nem a morte
prevaleceram sobre a Mãe de Deus,
que, sem cessar, reza por nós
e permanece firme esperança de intercessão.
Com efeito, aquele que habitou um seio sempre virgem
assumiu para a vida aquela que é a Mãe da Vida.
Kondakion (2º tom)
Operação na Santa Igreja da Assunção da Virgem em Bujumbura (Burundi), daqui

Embora os evangelhos não falem sobre o fim da vida de Maria, existe uma antiga tradição patrística, com informações provindas outrossim dos apócrifos, e que está na base do Ofício litúrgico bizantino do dia 15 de agosto.
São Germano de Constantinopla, de cuja autoria é o hino das Vésperas que se segue:
Vinde de todos os confins do universo,
cantemos a bem-aventurada trasladação da Mãe de Deus!
Nas mãos do Filho ela depositou a sua alma sem pecado:
com a sua santa Dormição o mundo é vivificado;
e é com salmos, hinos e cânticos espirituais,
em companhia dos anjos e dos apóstolos,
que ele a celebra na alegria.
Hino das Vésperas
Como nos demais textos litúrgicos bizantinos, da maioria dos hinos, que se repetem há mais de mil anos, se desconhece o nome do autor: Eis um exemplo tirado ainda do Ofício de Vésperas:
Oh, os teus mistérios, ó Pura!
Apareceste, ó Soberana, trono do Altíssimo
e nesse dia te transferiste da terra para o céu.
A tua glória brilha com o resplendor da graça.
Virgens, subi para o alto com a Mãe do Rei.
Ó cheia de graça, salve, o Senhor é contigo:
ele que doa ao mundo,
por teu intermédio, a grande misericórdia.
Entre os lugares santos venerados em Jerusalém que se relacionam ao mistério final da vida da Mãe de Deus, não existe somente a Basílica da Dormição cuidada pelos Beneditinos católicos, mas há também o Túmulo da Virgem, que está aos cuidados dos ortodoxos, próximo ao jardim do Getsêmani e onde recentes escavações confirmam que a sepultura remonta, de fato, à época em que viveu Maria Santíssima, e pode ter sido o lugar de seu breve sepultamento.
A tradição bizantina, claramente expressa na oração, acredita na morte e no sepulcro da Virgem, mas também na sua antecipada glorificação ao céu com o corpo e a alma, à semelhança e em virtude de quanto aconteceu ao seu divino Filho. Assim começa o texto próprio das Grandes vésperas do dia 15 de agosto:
Oh maravilha inaudita!
A fonte da vida é posta no túmulo
e o sepulcro transforma-se em escada que leva ao céu.
Alegra-te, ó Getsêmani,
santuário sagrado da Mãe de Deus!...
Festa da Dormição de Theotokos na igreja da Dormição de Theotokos Igonyi por bispo Athanasius de Kisumu (Quênia), daqui
 
A tradição narra que o apóstolo Tomé, tendo chegado atrasado para o sepultamento da Virgem e querendo rever seu amado semblante, fez reabrir o túmulo, mas este foi achado vazio e a mesma Mãe de Deus anunciou, numa visão, que havia ressuscitado e subido ao céu junto do seu Filho divino.
Se nos textos litúrgicos da festa encontramos várias alusões à tristeza dos Apóstolos que não verão mais junto deles a Mãe de Jesus, predomina, porém, a alegria pelo triunfo da Theotókos.
Diz um hino das Laudes:
A tua gloriosa Dormição
alegra os céus, faz exultar a multidão dos anjos:
a terra toda exulta de alegria
elevando a ti um canto de adeus,
ó Mãe do Senhor de todas as coisas,
Virgem santíssima desconhecedora de núpcias,
que libertaste o gênero humano da antiga condenação.
A festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus - este nome, como também a representação iconográfica permaneceu comum no Oriente e no Ocidente por mais de um milênio.
Com esta citação de um teólogo russo ortodoxo concluímos, retomando do Ofício das Vésperas bizantinas uma última invocação:
Oh imaculada Mãe de Deus,
sempre vivente com o Rei da vida e Filho teu,
reza sem cessar para que seja conservada
e salva de toda insídia do adversário
a multidão de teus filhos,
pois nós estamos debaixo da tua proteção
e te glorificamos por todos os séculos.
 
Crianças na Serra Leoa com ícones sagrados do Senhor e Theotokos (daqui)

Fonte: «O ANO LITÚRGICO BIZANTINO», Madre Maria Donadeo

Veja também

Foto daqui
 
Male and Female Created He Them
The Icon of the Theotokos

Dormitiaanse van Theotokos
 

Σάββατο 24 Δεκεμβρίου 2016

Natal na Igreja Ortodoxa Africano ― Deus e a Salvação do Homem

 
Por favor, irmãos, se quiser, clique nos links abaixo. É uma parte de: Teologia Dogmática Ortodoxa - em Português
 

Igreja Ortodoxa da Natividade de Cristo, Milange, Malawi (foto daqui)
 
 
Ícone da natividade de Cristo, Catedral Ortodoxa, Maputo, Moçambique (daqui)
 

Foto d'aqui
 
Maputo, foto daqui  
 
 
 
Natal 2014 na Igreja Ortodoxa do Congo Brazzaville (a partir daqui)