Παρασκευή, 18 Σεπτεμβρίου 2015

A IGREJA ORTODOXA


Rev. Robert G. Stephanopoulos, Ph.D.
Arquidiocese Greco-Ortodoxa da América
Departamento de Comunicações

Orthodox Mozambique

A finalidade desta publicação é comunicar -- isto é, informar e edificar nossos próprios membros e a sociedade em que vivemos -- sobre a Ortodoxia Grega, a divina Igreja Cristã clássica, antiga, todavia sempre atual, imprescindível e vibrante no mundo.

Além de apresentar outros à nossa espiritualidade, devemos também enfrentar o desafio de crentes afastados.
Naturalmente que nosso ministério público mais importante é proclamar a Boa Nova e tornar a Ortodoxia compreensível, disponível e relevante.

Arcebispo
da América Iakovos 

O que significa nosso nome?

Nosso nome, ou melhor, nossos nomes revelam muita coisa sobre nós. Muitos nomes têm sido usados através dos séculos para descrever nossa Igreja e seus mais de 250 milhões de adeptos. "Grega", "Oriental", "Ortodoxa", "Una, Santa, Católica e Apostólica", todas são designações apropriadas de nossa Igreja.

Nossa Igreja é denominada "Igreja Grega" porque o grego foi a primeira língua da Igreja Cristã antiga, através da qual nossa Fé foi transmitida. O Novo Testamento foi escrito em grego, e os primitivos escritos dos antigos seguidores de Cristo eram em língua grega. A palavra "grega" não é usada para descrever apenas as pessoas cristãs ortodoxas da Grécia e outros povos de língua grega. Mais propriamente, é usada para descrever os cristãos que se originaram da primitiva Igreja Cristã de língua grega e que se utilizaram do pensamento grego para encontrar representações apropriadas da Fé Ortodoxa.

"Ortodoxa" também é usada para descrever nossa Igreja. A palavra "Ortodoxa" é derivada de duas pequenas palavras gregas: "orthos" que significa correta e "doxa" significando fé ou glorificação. Deste modo, usamos a palavra "Ortodoxa" para indicar nossa convicção de que acreditamos e glorificamos a Deus de forma correta. Damos grande importância à tradição, integridade e fidelidade Apostólica no decurso de uma história de 2.000 anos.

De nossa Igreja também se diz "Igreja Oriental" para distinguí-la das Igrejas do Ocidente. "Oriental" é usado para indicar que no primeiro milênio a influência de nossa Igreja estava concentrada na parte oriental do mundo cristão e para mostrar que um número muito grande de nossos membros é de outra nacionalidade que não a grega. Deste modo, os Cristãos Ortodoxos por todo o mundo usam vários títulos étnicos ou nacionais: "gregos", "russos", "sérvios", "romenos", "ucranianos", "búlgaros", "antioquinos", "albaneses", "cárpato-russos", ou de forma mais abrangente, como "Ortodoxos Orientais".

No Credo Niceno de fé nossa Igreja é definida como a "Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica": "Una" porque apenas pode haver uma só Igreja verdadeira, com um só chefe que é Cristo. "Santa" porque a Igreja procura santificar e transformar seus membros através dos Sacramentos. "Católica" porque a Igreja é universal e tem membros em todas as partes do mundo. A palavra "Católica" provém da palavra grega "Katholikos" que significa mundial ou universal. "Apostólica" porque sua doutrina está estabelecida sobre os fundamentos colocados pelos Apóstolos, de quem nossa Igreja recebeu seus ensinamentos e autoridade sem ruptura ou mudança.

Todos estes títulos são limitados em certos aspectos, uma vez que descrevem os Cristãos como pertencentes a Igrejas históricas ou regionais particulares da comunhão Ortodoxa. O Cristianismo Ortodoxo não está de modo algum limitado ao Oriente, nem em termos de sua própria auto-definição, ou de localização geográfica. Há muitos Cristãos Ortodoxos que vivem no Ocidente, e estão rapidamente tornando-se completamente integrados espiritual, intelectual e culturalmente à vida ocidental.

Nossas origens e desenvolvimento

O Cristianismo originado na Palestina, difundiu-se rapidamente por todo o Mediterrâneo e, ao final do quarto século, foi reconhecido como a religião oficial do novo Império Romano ou Império Bizantino. Visto no contexto de seu crescimento histórico, foi um movimento religioso unificado, apesar de multiforme em vários aspectos. Foi grandemente vivo e dinâmico em seu desenvolvimento histórico.



Daqui (Rwanda)

O Cristianismo Católico Ortodoxo permaneceu essencialmente indiviso. Seus cinco maiores centros administrativos estavam localizados em Roma, Constantinopla (atualmente Istambul), Alexandria, Antioquia e Jerusalém. A definição da doutrina e normas cristãs foi conseguida através dos grandes Concílios Ecumênicos, o primeiro dos quais foi reunido em 325 AD. Todos os líderes e centros de Cristianismo foram representados nestes Concílios e tomaram parte nas deliberações.

O primeiro grande cisma ou separação teve lugar nos séculos quinto e sexto, em virtude principalmente do entendimento a respeito da pessoa de Cristo. Determinadas antigas e veneráveis Igrejas Orientais são completamente semelhantes à Igreja Ortodoxa em caráter, costumes e culto.

São de dois tipos, um chamado a Igreja Nestoriana ou Assíria do Oriente, e o outro grupo muito maior, intitulado Pré-Calcedoniano, por causa de sua não aceitação do Concílio de Calcedônia (451 AD). As Igrejas pré-calcedonianas incluem a Igreja Copta do Egito, a Igreja Etíope, a Igreja Apostólica Armênia, a Igreja de São Tomé na Índia, e a Igreja Siriana Jacobita de Antioquia. Ao todo contam aproximadamente 22 milhões de fiéis.

A religião cristã foi a principal influência no Império Bizantino, moldando sua cultura, leis, arte, arquitetura e vida intelectual. A harmonia entre as esferas civil e eclesiástica, Império e Igreja, raramente foi quebrada, de tal modo a apresentar um Império Cristão verdadeiramente unificado, um universo Cristão. Este relacionamento sinfônico de fé e cultura é um legado distintivo da Igreja Ortodoxa que mais tarde foi transmitido aos povos eslavos da Europa Oriental e Rússia.

Após o Sétimo Concílio Ecumênico em 787 AD, a unidade básica de fé e vida eclesiástica entre Oriente e Ocidente começou a desfazer-se, devido a uma variedade de diferenças teológicas, jurisdicionais, culturais e políticas. Isto finalmente conduziu ao Grande Cisma de 1054 AD, entre Oriente e Ocidente.

Esta divisão infeliz foi agravada até ao ponto de uma completa ruptura na comunicação entre a Igreja Ortodoxa e Católica Romana. Séculos mais tarde, os protestos contra Roma na Europa Ocidental deram origem à Reforma Protestante. Em nossos dias, as Igrejas Orientais pré-Calcedonianas, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Católica Romana e as várias Igrejas e grupos Protestantes compõem o largo espectro de Cristianismo.

Após o Grande Cisma o Cristianismo Ortodoxo continuou a progredir separado do Cristianismo Ocidental. Obstinadamente conservador, confiando em seu conceito dinâmico de Tradição, preserva as formas clássicas de vida e dogma cristãos até os dias de hoje. É muito mais uma Igreja "popular", estreitamente identificada com a vida nacional e aspirações de seu povo. Em países ortodoxos tradicionais é difícil separar a vida religiosa da secular, uma vez que são uma coisa só nas mentes do povo. A Ortodoxia absorveu e em alguns casos ainda moldou as tradições culturais de muitas nações, principalmente no Oriente Próximo, os Bálcãs e Grécia, Europa Oriental e Rússia. É, para muitas destas nações, a religião nacional. Em outras terras, naturalmente, é um grupo minoritário muito pequeno. De fato, grande número de Cristãos Ortodoxos hoje vivem em repúblicas socialistas secularizadas ou oficialmente ateísticas e dão testemunho de sua fé sob condições de ativa perseguição e intolerância. São verdadeiros mártires da fé. 


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A Igreja Ortodoxa hoje

A Igreja Ortodoxa hoje é uma comunhão de Igrejas auto-governadas, cada uma independente administrativamente da outra, mas unidas pela fé e espiritualidade comuns. Sua unidade fundamental está baseada na identidade de doutrinas, vida sacramental e culto, que distingue o cristianismo ortodoxo.

Todos reconhecem a preeminência espiritual do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, que é reconhecido como "primus inter pares", primeiro entre iguais. Todas têm plena comunhão umas com as outras. A tradição viva da Igreja e os princípios de concórdia e harmonia são expressos por meio de parecer comum do episcopado universal assim que as necessidades aparecem.

Em todos os outros assuntos, a vida interna de cada Igreja independente é administrada pelos bispos daquela Igreja particular. Conforme o antigo princípio de um só povo de Deus em cada lugar e o sacerdócio universal de todos os crentes, o laicato compartilha igualmente a responsabilidade pela preservação e propagação da Fé e da Igreja cristã.

Além dos quatro antigos Patriarcados de Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém, com suas várias subdivisões geográficas e eclesiásticas, também há muitas Igrejas Cristãs Ortodoxas independentes ou autocéfalas.

Estas incluem as Igrejas da Rússia, Romênia, Sérvia, Bulgária, Grécia; Geórgia, Chipre, Tchecoslováquia, Polônia, Finlândia, Albânia e Sinai. Igrejas Ortodoxas autônomas menores e missões podem ser encontradas em todos os continentes ao redor do mundo.

A vida Cristã


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A vida de um cristão como indivíduo é compreendida no contexto da comunidade de crentes. Cada pessoa é chamada a viver a vida religiosa e a avançar em crescimento espiritual e moral na abundância da própria Vida Divina pela graça.
 

A Salvação é vista como um processo iniciado no Batismo e continuando até a morte. Os Mandamentos e a Vontade de Deus anunciada são o critério para a conduta ética e elevação espiritual. O objetivo da piedade cristã é a união com Deus, e nossa cooperação com a Divina Graça é necessária para esta união. O empenho e o esforço para viver em Deus envolve uma escalada constante, longe das tentações e ambigüidades de uma condição humana pecadora e corrompida, em direção à glória eterna do Reino de Deus. Esta possibilidade é dada a todos em Jesus Cristo e Sua Igreja. É um esforço místico e ascético diário de obediência e fé em cooperação com a divina graça.

Tradição: «a chave para nossa auto-compreensão»

A Ortodoxia afirma que as verdades eternas da revelação salvífica de Deus em Jesus Cristo são preservadas na Tradição viva da Igreja sob a direção e inspiração do Espírito Santo. As Sagradas Escrituras são o coração da Tradição e o fundamento da fé. Enquanto a Bíblia é o testemunho escrito da revelação de Deus, a Tradição Sagrada é a experiência completa da Igreja fiel sob a permanente condução e direção do Espírito Santo. Essencialmente, os Cristãos Ortodoxos consideram que suas crenças são muito semelhantes às de outras tradições cristãs, mas que a continuidade e integridade da fé Apostólica incólume transmitida aos Santos tem sido preservada inalterada na Igreja Ortodoxa. Esta auto-compreensão da Ortodoxia não a tem impedido de participar ativamente do movimento ecumênico. Há cooperação integral em muitos esforços para afirmar o testemunho Bíblico e Apostólico que estabelece a base sólida para a unidade dos Cristãos em uma só Igreja.


Pupils of our school holding easter eggs
Ortodoxo cristãos no Malawi, com ovos de Páscoa (aqui)
 
O Credo Niceno: «a Fé da Ortodoxia»

A Igreja Ortodoxa é profundamente bíblica e patrística. Sua profissão de fé fundamental é o Credo Niceno-Constantinopolitano, que foi universalmente promulgado durante o Segundo Concílio Ecumênico (381 AD). É uma síntese, sumário essencial das verdades salvíficas do Cristianismo, proclamando em forma doxológica o mistério do amor e ação de Deus pelo gênero humano. O Credo Niceno contém os critérios da fé cristã e é considerado um guia para o entendimento da Bíblia. Este Credo é uma declaração autorizada e oficial de fé e o critério infalível da verdadeira Ortodoxia. Proclama um só Deus em três Pessoas -- Pai, Filho e Espírito Santo; a Igreja una, Santa, Católica e Apostólica; um só Batismo para a remissão dos pecados; a Ressurreição dos mortos; e a vida eterna. Nós conhecemos Deus em Trindade através de Suas energias e Seu proceder para conosco na história sagrada, primeiro através do povo judeu e finalmente em Seu Filho Jesus Cristo e Seu Corpo Místico, a Igreja. A Igreja Cristã foi fundada sobre a fé dos Santos Apóstolos e é conduzida e santificada pelo Espírito Santo por todo o sempre. É o "Corpo de Cristo", a comunidade do fiel povo de Deus. É o local histórico do Reino de Deus instaurado que encontrará seu cumprimento definitivo em Deus no final dos tempos.


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Daqui

A Revelação de Deus no Culto Divino: «a Beleza da Ortodoxia»

A Revelação de Deus tornou-se plenamente conhecida em Jesus Cristo e está confirmada pelo Espírito Santo em nossa regra de fé. Em Jesus Cristo nós temos "a revelação do mistério que foi ocultado durante muitas gerações, mas está agora revelado e, por meio dos escritos proféticos, tornou-se conhecido a todas as nações" (Romanos 16:25-26). São Santos aqueles que estiveram associados a Cristo durante Sua vida, ou mística e sacramentalmente unidos com Ele depois. Primeiramente entre os Santos está a Virgem Maria, também conhecida pelo título doutrinal "Theotokos" -- Mãe de Deus. O evento total de Cristo, que é a Encarnação, Ministério terreno, Morte, Ressurreição e Ascensão em Glória, é um acontecimento histórico que une a eternidade e a criação. Esta compreensão de realismo bíblico é percebida no bem elaborado e altamente simbólico culto da Igreja Ortodoxa. A Páscoa é a "Festa das Festas", repetida anualmente e semanalmente no culto dominical. A Igreja celebra e toma parte no evento da Ressurreição do Senhor em cada Divina Liturgia. Todo momento particular da vida e ministério de Cristo é visto à Luz da Ressurreição. Cada parte do culto da Igreja está intimamente relacionado com a Proclamação e participação neste acontecimento salvífico. Cada aspecto de liturgia e prece é compreendida como um esforço com vistas à bela expressão desta realidade.

Todos os sentidos são empregados num culto ortodoxo. Todos os meios apropriados são utilizados para revelar em termos humanos o mistério do amor de Deus por nós.

O Sacramento: «A Vida Mística da Ortodoxia»

Um Cristão Ortodoxo, independentemente de nacionalidade, pode ir a qualquer Igreja Ortodoxa e receber os sacramentos: Batismo, Crisma, Sagrada Comunhão, Confissão, Unção, Matrimônio e Ordens Sacras. Os quatro primeiros são obrigatórios, os três últimos, facultativos. O costume usual é batizar crianças, com base na compreensão de uma família Cristã unida e na importância de um responsável ou Padrinho. A educação cristã propriamente tem lugar no lar e no magistério da Igreja.

Batismo: O Batismo na Água de adultos e crianças é celebrado pela tríplice imersão em nome da Santíssima Trindade. É uma iniciação na Igreja, perdão dos pecados e início da vida Cristã. O Sacramento do Crisma (Confirmação), de conformidade com o costume antigo, é ministrado imediatamente após o batismo como um sinal dos divinos dons do Espírito Santo para o novo Cristão. A Sagrada Comunhão também é dada no batismo, expressando a plenitude de participação na vida sacramental da Igreja.


Neophyte Orthodox brothers in Malawi 
Os cristãos ortodoxos no Malawi, depois do batismo (daqui)

Sagrada Eucaristia/Comunhão: A Sagrada Eucaristia, conhecida como a Divina Liturgia, é o culto principal e é celebrada todos os Domingos e Dias Santos durante o ano litúrgico. A Ortodoxia conserva uma forte concepção sacramental. Os Sacramentos são sinais visíveis de uma invisível Graça Divina. Os elementos de pão e vinho na Sagrada Eucaristia são aceitos como sendo o verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus Cristo recebidos para a remissão dos pecados e a vida eterna.

Unção Sagrada: Unção Sagrada, o sacramento dos enfermos, é uma aplicação de santos óleos e orações para aqueles que sentem necessidade de cura de corpo e alma. Todavia, não é exclusivamente uma "extrema unção".

Confissão: Confissão ou o Sacramento de Penitência, é considerado necessário para o desenvolvimento e crescimento espiritual de um fiel. Geralmente é conduzido privadamente, na presença e sob a direção de um padre e confessor espiritual.

Matrimônio: O Casamento Cristão é um Sacramento de união de um homem e uma mulher para complemento mútuo e propagação da espécie. Deve ser celebrado por um sacerdote ortodoxo como representante da comunidade de fé.

Ordens Sacras: Ordens Sacras ou o Sacramento do Sacerdócio é compreendido como um ministério especial de serviço na Igreja e pela Igreja. As três ordens maiores do clero são diácono, presbítero e bispo. Os bispos são consagrados por pelo menos três outros bispos. Os sacerdotes ortodoxos muitas vezes são homens casados, contudo eles devem casar antes da ordenação. Os bispos são escolhidos dentre o clero monástico que têm o voto do celibato.

Muitas outras cerimônias e orações são expressões do único ministério sacramental da Igreja. Tudo isto pode ser visto como atividades espiritual e gratuitamente proveitosas para o bem-estar dos fiéis. Há exéquias pelos mortos, baseados no entendimento de que a igreja inteira, visível e invisível, é comunhão única de fiéis unidos em amor e oração.

Rev. Robert G. Stephanopoulos, Ph.D.

Padre Robert G. Stephanopoulos é Deão da Catedral Arquidiocesana da Santíssima Trindade e Professor Adjunto de Pensamento Cristão Oriental na Universidade São João. Ele foi o autor das orientações para os Cristãos Ortodoxos em Relações Ecumênicas, atuou como Ministro Ecumênico da Arquidiocese Ortodoxa Grega e é presidente de uma das Comissões do Conselho Nacional de Igrejas. Graduado pela Escola de Teologia Santa Cruz, estudou na Escola de Teologia da Universidade de Atenas e recebeu seu Ph.D em Ecumenismo, Missões e Religiões pela Universidade de Boston.
 

Fonte:
Texto original em inglês traduzido em 17/01/98 por Luís Gonzaga de Medeiros 


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