Σάββατο, 3 Δεκεμβρίου 2016

África: Continente possui maior número de conflitos armados


José Renato Salatiel 
vestibular

Nem tudo é violência em Mali: feira diante da Grande Mesquita de Djenné, cidade histórica, que foi considerada patrimônio da humanidade pela Unesco

A França iniciou no dia 11 de janeiro uma intervenção militar em Mali, na África, para deter o avanço de rebeldes islâmicos, que já controlam parte do país africano. Mali é uma antiga colônia francesa e um dos países mais pobres do mundo, com metade da população de 12 milhões de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza.
Em março do ano passado, grupos ligados à rede terrorista Al Qaeda iniciaram um levante, após um golpe de Estado que derrubou o governo local. Eles conquistaram a região norte do país, localizada no meio do deserto do Saara, e ameaçavam chegar à capital, Bamako.
 
Direto ao ponto: Ficha-resumo

O governo do socialista François Hollande justificou a operação com o risco de Mali se tornar um foco de grupos terroristas, como o Afeganistão, nação asiática ocupada há 11 anos pelos Estados Unidos.
A França mantém relações comerciais na região e, atualmente, possui oito cidadãos reféns dos insurgentes de Mali. A Europa teme ataques terroristas em represália à invasão francesa.  Já a ONU estima que 4,2 milhões de malianos imigrarão por causa dos combates e, desta forma, precisarão de ajuda humanitária.
O roteiro da guerra civil em Mali é o mesmo de todos os conflitos na África nas últimas décadas: um país pobre sofre um golpe militar, que resulta em lutas sangrentas e população massacrada pela fome. O único elemento novo nessa trama é a atuação de radicais islâmicos, que assumiram o lugar das guerrilhas comunistas nos tempos da Guerra Fria.
A África é o segundo maior e mais populoso continente do mundo. É também o continente com maior número de conflitos duradouros em todo o planeta, de acordo com a ONU. De um total de 54 países que compõem a África, 24 encontram-se atualmente em guerra civil ou em conflitos armados, de acordo com um levantamento do site Wars in the World.
As batalhas mais devastadoras ocorrem, hoje, em Ruanda, Somália, Mali, República Centro-africana, Darfur, Congo, Líbia, Nigéria, Somalilândia e Puntlândia (Estados declarados independentes da Somália em, respectivamente, 1991 e 1998). Esses combates envolvem 111 milícias, guerrilhas, grupos separatistas ou facções criminosas.
Os países em guerra ficam na chamada África Subsaariana, que compreende os territórios que não fazem parte da África do Norte e do Oriente Médio. A região é caracterizada pela pobreza, instabilidade política, economia precária, epidemias, baixos indicativos sociais e constantes embates entre governos e rebeldes.
São disputas que, neste século 21, carecem de contornos ideológicos ou claras motivações sociais e políticas. Distinguem-se, portanto, do movimento popular da Primavera Árabe.


Foto d'aqui
Genocídios

No final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), movimentos nacionalistas e anticolonialistas travaram guerras para conquistar a independência das nações africanas. Nos anos 1970 e 1980, sucessivos golpes militares e disputas étnicas impediram a continuidade política e, consequentemente, o desenvolvimento da região.
De modo geral, as guerras africanas não são guerras entre países, mas conflitos internos. Eles têm como principais causas a falência do Estado, batalhas pelo controle do governo e a luta por autonomia de grupos étnicos.
O que mais chama atenção, contudo, é a brutalidade dessas disputas, sobretudo aquelas travadas após os anos 1990. Genocídios, massacres, estupros em massa, exército de crianças e extermínio de comunidades inteiras com facões e machados compõem a barbárie. A fome é outro instrumento usado pelas facções, que destroem as plantações e expulsam populações de seus lares.
Diferente das guerras no século 20, os atuais conflitos africanos matam, em 90% dos casos, civis, não militares.
A Segunda Guerra do Congo é considerada o conflito armado mais letal desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2008, 5,4 milhões de pessoas foram mortas, a maioria de fome. Ruanda foi palco de um dos maiores genocídios da história do continente. Em apenas cem dias, entre os meses de abril e junho de 1994, 800 mil pessoas foram mortas no país, a maioria da etnia tutsi.
Em Darfur, desde 2003 os conflitos deixaram cerca de 400 mil mortos, segundo estimativas de ONGs, e 2,7 milhões de refugiados, gerando uma das piores crises humanitárias deste século.
 
 

Refugiados

Outra consequência dos conflitos é a expulsão de milhares de pessoas para campos de refugiados. Isso provoca, por sua vez, uma crise humanitária, com a proliferação de doenças e a fome que dizimam a população.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, na sigla em inglês) calcula em 43,3 milhões o número de pessoas expulsas de seus países, em todo o mundo, sendo que 15,2 milhões delas têm o status de refugiados. Afeganistão e Iraque, países ocupados pelas forças americanas no começo deste século, possuem o maior número de refugiados, seguidos de Somália e Congo. O maior campo de refugiados no mundo fica no Quênia, com 292 mil pessoas.
Mesmo com a ajuda humanitária, os países em guerra não conseguem se reconstruir. Ao final dos combates, a pouca infraestrutura existente e serviços foram devastados, atrasando ainda mais o progresso econômico. Teme-se que a guerra em Mali componha a mesma narrativa.

Παρασκευή, 2 Δεκεμβρίου 2016

Pobreza na África- Causas Humanas e Naturais da Pobreza e Fome na África

 


A áfrica é considerado um dos continentes mais pobre de todo tempo, onde que as pessoas de lá sofre com a crise de fome, epidemia de doenças contagiosa, vírus da AIDS, praga e muitos outros problema que a áfrica vem enfrentado.
Na África morem todos os dias um numero muito alto de criança por causa da desnutrição e principalmente por causa da fome, onde que existem vários tipos de causas de fome enfrentadas pelo país e também existem dois tipos de casas de pobreza na áfrica, veja a baixo.

Causas humanas e naturais da pobreza e Fome na África

Causa naturais

A África passa por uma crise de pobreza e fome, onde que um das principais causas é a causa naturais que inclui a seca, clima, terremotos, inundações, pragas de insetos, falta de chuva e água, falta de semente e muitas outras causas que já deixaram muitos mortos.


Causas humanas

Citamos a cima algumas causa da pobreza na África, porém a pior delas é a causa humanas que inclui conflitos civis, guerras que impedem a chegada de alimentos nas regiões, invasões, destruição de colheitas, distribuição ineficientes dos alimentos e muito mais. Com todas essas causa de pobreza e fome na África cerca de 20 milhões de pessoas falecem por ano e principalmente crianças, isso por causa da fome e pobreza que o país da África do sul enfrenta.

Veja também

Pobreza em África
África: corrupção, poder e pobreza  
Principais Problemas Sociais na África do Sul- Quais São, Fotos e Vídeo
 

Top 10: Filmes sobre a África


Passaporte Africa
7 de junho de 2012


Em primeiro lugar, bom feriado aos nossos leitores! E pra aproveitar esses dias que ficamos em casa só curtindo, uma sessão com 10 filmes sobre a África para vocês conhecerem mais sobre esse lugar enquanto estão longe da escola.
Aproveitem!

1) Hotel Ruanda-Hotel Rwanda,(EUA/ Itália / África do Sul) 2004



Um gerente de Hotel de luxo em Ruanda, durante o conflito ente tutsis e hutus, consegue salvar milhares de vidas, permitindo que as pessoas fiquem no hotel. Baseado numa história verídica.

2) O Senhor das Armas-Lord of Technorati 

(Marcas:filmes,africa,dez,lista,cinema,hotel,ruanda - War (EUA) 2005)



Traficante de armas, sem o menor escrúpulo, fornece armamentos para milícias africanas, contribuindo para guerras civis e violência.

3) O Jardineiro Fiel -The Constant Gardener (EUA) 2005



4) Diamante de Sangue -Blood Diamond (EUA) 2006



Homem tem seu filho seqüestrado pela milícia para ser treinado para matar e vai em busca dele. O filme mostra o tráfico de diamantes em Serra Leoa e as conseqüências dele.


5) Crianças Invisíveis – All the Invisible Children (Itália) 2005



 

Documentário que mostra a situação de crianças em vários países, inclusive no Brasil. São mostradas as crianças na África que sofrem seqüestro e lavagem cerebral para se tornarem assassinos para as milícias.

6) Amor sem Fronteiras – Beyond Borders( EUA) 2003




Mulher da alta sociedade conhece um médico idealista e se apaixona por ele. O primeiro acampamento mostrado fica na África. O filme mostra os próprios africanos que roubam doações de alimentos e remédios dos civis para alimentar as milícias.


7) Um Herói do Nosso Tempo- Va, Vis et Deviens (França / Bélgica / Israel / Itália) 2005




Menino negro se passa por judeu para ser levado a Israel e ter condições de sobreviver. Na época, o país estava resgatando os judeus negros da em situação de miséria. Mesmo entre os judeus, existe o preconceito pelo fato dele ser negro.


8) O último Rei da Escócia - The Last King of Scotland(Inglaterra) 2006




Jovem escocês recém formado em Medicina decide partir numa aventura e trabalhar em Uganda. Acaba conhecendo por acaso o ditador Ide Amim, que acaba simpatizando com ele. O jovem passa a freqüentar festas e a alta sociedade e não faz idéia do que é capaz o ditador.Baseado numa história real.


9) Infância Roubada – Tsotsi (África do Sul / Inglaterra) 2005




Jovem rouba carro e só depois percebe que tem um bebê dentro. Ele leva a criança para uma moça que ele mal conhecer cuidar e começa a se apegar a criança.

10) Um Grito de Liberdade – Cry Freedom( Inglaterra) 2007




Filme sobre o apartheid na África do Sul, mostra a amizade entre um líder negro Stephen Biko e um jornalista branco. Baseado em uma história real.

Esses são alguns dos filmes que abordam as temáticas africanas, embora existam outros bons também. Pretendo fazer uma segunda parte deste post, com os filmes que faltaram aqui. Acabei lembrando de diversos filmes.
Esses filmes podem ser utilizados por educadores nas escolas para ilustrar os diversos temas que abordam.

Fonte: Cinemanet

Dia da Mulher Africana


Pt.wikipedia

União das mães da igreja ortodoxa em Uganda (daqui)

O Dia da Mulher Africana celebra-se a 31 de Julho. A sua instituição remonta a esse dia, no ano de 1962 na Conferência das Mulheres Africanas, em Dar-Es-Salaam (Tanzânia. Esta celebração é reconhecida num total de 14 países e ainda por oito Movimentos de Libertação Nacional. Na mesma Conferência foi criada uma organização também relacionada com o sexo feminino - a organização Panafricana das Mulheres. A meta é discutir o papel feminino em vários problemas/situações do continente africano:
  • a reconstrução da África
  • a luta contra a SIDA
  • a educação
  • assegurar a paz e a democracia.
Cenário

É sabido que a mulher, no continente de África, ainda é discriminada. Não obstante, tem vindo a ganhar espaço quer no mercado trabalho, quer no poder. A descolonização do continente por parte dos ocidentais, no século XX, permitiu às mulheres começarem a ganhar posições no mercado, embora com uma remuneração menor do que a dos homens.
Em África as mulheres continuam a ser as mais pobres e é sobre elas que recaem vários tipos de violência. A SIDA (vírus HIV) é também um problema, visto que o sexo feminino é o mais vulnerável à infecção pelo vírus.

Referências

Veja também
 
The African Woman & the role of Woman in Orthodox Church: she must become the light of the world
African Women (tag)

África selvagem atual, uma consequência do colonialismo europeu


Foto d'aqui

Pelenegra
Fonte: lainsignia
Por: Carlos Eduardo Martins (*)

No final do século 19 a África já tinha sido duramente atingida por séculos de tráfico de escravos e exploração de seus recursos naturais, notadamente os minerais. Mesmo assim, ainda existiam no continente sociedades prósperas e vigorosas, econômica e culturalmente.
Uma única e aparentemente irrelevante intervenção européia mudou esse quadro de forma abrupta, devastadora e irreversível.
Em meados da década de 1880 uma força expedicionária italiana fez uma de suas periódicas incursões no nordeste da África. Sua permanência foi curta, mas teve conseqüências catastróficas. Os italianos trouxeram consigo cabeças de gado para sua alimentação; e essas cabeças de gado por sua vez trouxeram e legaram à África a Rinderpest, ou peste do gado.
A Rinderpest é uma moléstia infecciosa de ruminantes, altamente contagiosa e virulenta, causada por um vírus, Tortor bovis. O vírus tem um período de incubação curto, de três a cinco dias. Os primeiros sintomas da doença são lassitude e inapetência, acompanhadas de febre de mais de 40 graus. Seguem-se supurações oculares, nasais e bucais, diarréia, perda de massa corporal, desidratação e desinteria, e finalmente sobrevêem, após não mais de duas semanas, prostração, coma e morte.
Originária das estepes da Ásia, a Rinderpest chegou à Europa no rastro das invasões de povos como os mongóis. Após vários surtos epidêmicos, a doença se tornou endêmica em algumas regiões da Europa; e, como freqüentemente acontece com endemias, ocorreu um processo de seleção natural pelo qual os indivíduos naturalmente resistentes sobreviviam e se reproduziam, e seus descendentes, ou parte deles, possuíam imunidade parcial ou tolerância. Eram infectados mas não desenvolviam a doença, tornando-se assim portadores e transmissores assintomáticos.

 
Mas até então a Rinderpest era totalmente inexistente na África sub-saariana, possivelmente porque os camelos, os únicos animais a cruzar o deserto, não eram suscetíveis à moléstia. E portanto nenhuma espécie nativa era dotada de qualquer defesa imunológica contra a doença.
Sem a barreira protetora do deserto, a Rinderpest se disseminou de forma avassaladora, primeiro pelo chamado Chifre da África e rapidamente por todo o continente. Em 1887 a "peste do gado" surgiu na Eritréia, local da invasão italiana, e em menos de um ano havia se espalhado por toda a Etiópia. Dali seguiu dois caminhos. Para o oeste, através do Sudão e do Chade, e em cinco anos chegou ao Atlântico. Para o sul, através do Quênia e de Tanganica, e dali penetrando no centro do continente.
Antes do final do século19 a epidemia tinha chegado à África do Sul, apesar das tentativas pelas autoridades das então ainda incipientes colônias inglesas ali já estabelecidas de impedir sua passagem erguendo uma barreira sanitária ao longo de 1.500 quilômetros, e havia dizimado quase todo o gado da região.
E destruído, por onde passou, as sociedades nativas.
A doença não afeta seres humanos, mas aquelas sociedades tiveram suas bases destroçadas. Os pastores e criadores perderam seus rebanhos. Os agricultores ficaram privados dos animais de tração para seus arados e para as rodas de água que serviam para irrigar seus campos. E os caçadores viram desaparecer suas presas, pois a Rinderpest ataca indiscriminadamente espécies domésticas e selvagens.

 
O morticínio é até hoje incalculável. Pela fome, e pelas epidemias oportunistas que se instalaram aproveitando o quadro de subnutrição generalizada. E também pelo impacto psicológico. Tribos como os Masai, celebrados como prósperos criadores de gado e bravos guerreiros, viram toda sua estrutura social desabar da noite para o dia e se reduziram a pedintes, implorando por comida às caravanas que cruzavam seu território. Os Fulani, outra tribo antes rica e poderosa, perderam todo seu gado e, incapazes de aceitar o flagelo que os havia acometido, se auto-destruíram quase que à extinção matando suas próprias famílias e se suicidando em massa.
Para as potências coloniais européias a Rinderpest foi uma benção. Ao avançarem maciçamente sobre a África no final do século 19 e no começo do século 20 encontraram uma população empobrecida e assolada por doenças, drasticamente reduzida, em alguns casos a menos de 10% do que tinha sido uma ou duas décadas atrás, e incapaz de oferecer qualquer resistência significativa aos invasores. Poucas, se alguma, conquistas coloniais terão sido tão fáceis quanto a da África pós-Rinderpest.

 
Mas a peste do gado teve outra consequência: mudou a própria ecologia do continente. Até então, as grandes manadas que ocupavam as campinas africanas limitavam o crescimento da vegetação, tanto pelo pasto quanto por sua presença física. Com o desaparecimento dessas manadas, as planícies foram tomadas pelas gramíneas, que cresciam sem qualquer fator limitador, e a vegetação arbórea e arbustífera se espalhou por vastas áreas de florestas e cerrados.
Esse ambiente se mostrou propício à proliferação da mosca tsé-tsé, um grupo de insetos hematófagos do gênero Glossina que infesta tanto animais como seres humanos, e é o transmissor do parasita causador da trepanossomose conhecida como "doença do sono" (outra espécie de trepanossoma é causador da Doença de Chagas). A doença é caracterizada por febre e inflamação das glândulas linfáticas, seguidas, quando ocorre o comprometimento da medula espinhal e do cérebro, por profunda letargia (daí seu nome) e, numa alta proporção de casos, de morte.
De início a Rinderpest também afetou a mosca tsé-tsé negativamente, ao dizimar seus hospedeiros animais, domésticos e selvagens, e humanos. Mas a vegetação exuberante que passou a dominar as campinas forneceu o terreno ideal para que as moscas adultas depositassem suas larvas e assim procriassem em grande número, o que permitiu à tsé-tsé sobreviver. Quando a epidemia de Rinderpest cedeu, por falta de vítimas, as populações de animais selvagens, por não dependerem de humanos para sua subsistência, se recuperaram muito mais rápida e intensamente do que as de amimais domésticos e de humanos. E a mosca tsé-tsé pôde se espalhar pelos novos hospedeiros, livre de qualquer controle. Por sua vez, a infestação pela tsé-tsé e a doença de que é portadora impediram que os humanos e seu gado voltassem a ocupar as planícies como áreas de pasto. Nessas condições, a tsé-tsé passou a dominar o novo ambiente, incluindo o leste da África onde era inexistente, e regiões do sul do continente em que havia praticamente desaparecido.

 
A combinação de mudança ambiental e devastação colonial fez com que as sociedades já arrasadas pela peste do gado nunca pudessem se recuperar. Além disso, muitos dos conflitos tribais que hoje ocorrem são fruto não de rivalidades milenares, mas sim de disputas resultantes da Rinderpest, quer por comida no auge da epidemia quer pelas escassas áreas de pastoreio existentes no ambiente por ela criado, e agravadas pelas tensões geradas pelas fronteiras arbitrariamente riscadas no mapa pelas potências coloniais.
Ironicamente, uma outra iniciativa européia, esta bem intencionada, serviu para preservar as condições econômicas adversas. Os colonizadores supuseram, erroneamente, que o ambiente com o qual se depararam - vastas áreas de planícies cobertas por grama alta e ocupadas por animais selvagens, de cerrados e de florestas, todas infestadas pela mosca tsé-tsé e sem a presença do homem e de animais domésticos - era a "África primitiva"; e quando mais tarde surgiram os primeiros movimentos "conservacionistas" (alguns eivados de uma boa dose de hipocrisia) que levaram à criação dos parques nacionais e das reservas animais foi esse ambiente supostamente "primitivo" que se estabeleceu como modelo para a preservação, não raro com o beneplácito e a colaboração dos governos locais, desesperadamente necessitados das receitas em moeda forte provenientes do "turismo ecológico". Com isso, as áreas de "preservação" foram para sempre vedadas a qualquer atividade econômica, desprezando o fato de que, antes da Rinderpest, homem, gado e fauna selvagem dividiam equilibradamente o território, e de que esse equilíbrio era dinâmico, com ciclos de predominância dos diversos tipos de vegetação e formas de ocupação.
Isto criou ainda uma nova figura antes inexistente: o "poacher", ou caçador clandestino, tanto para obter alimento quanto para se apoderar, quase sempre para serem contrabandeados para países ricos, de despojos valiosos como chifres de rinoceronte ou patas de macacos. O "poacher" tornou-se, ao lado do ditador caricato, o grande vilão da África pós-colonial, a ser bravamente combatido pelo destemido "defensor da natureza", sejam naturalistas (muitos deles de fato idealistas e dedicados) sejam heróis de ficção - infalivelmente caucasianos. As "vozes d'África", como sempre, não se fazem ouvir.
A África que nos é mostrada hoje, nos documentários sobre a "África selvagem" e nos noticiários sobre as "guerras tribais", na ficção popular e nas biografias romanceadas "baseadas em fatos reais", é portanto em mais de um sentido uma artificialidade criada pela intervenção européia, direta e indireta, na ecologia do continente, incluída sua ecologia social.

(*) Carlos Eduardo Alcântara Martins é economista graduado pela PUC ( RJ)- Brasil.

Πέμπτη, 1 Δεκεμβρίου 2016

"No centro de Kananga: Lá, aprendi com meus santos avós a fé ortodoxa..."


Entrevista com Stephane Muntu
Stepanhe Muntu e outros salmistas
Sagrada Liturgia campal no RJ - 2014

 
A equipe do Blog Aurora Ortodoxia tem a honra de entrevistar Stephane Muntu, cristão ortodoxo e salmista bizantino do Congo. Atualmente no Brasil, estudante universitário, ele embeleza celebrações litúrgicas de algumas paróquias ortodoxas no Rio de Janeiro com suas melodias bizantinas. Por esta ocasião, adentraremos um pouco na ação da Fé Ortodoxa no Congo, através do excelente trabalho missionário do Patriarcado Grego de Alexandria, berço de tamanha riqueza.

AuroraOrtdoxia: Stephane, muito obrigado por nos dedicar um pouco de seu tempo! Por favor, fale-nos um pouco da Ortodoxia na África e em seu país, o Congo.

Stephane Muntu: “Antes que minha grosseira e suja boca se abra e comece a falar, seria bom que eu pedisse perdão aos piedosos leitores por ousar a falar, eu que sou um ignorante e não sei o que estou a fazer. Acredito abrir minha boca para responder às questões que me são colocadas. No entanto, como saber se a verdadeira razão não é de fato meu imenso orgulho, orgulho este oculto em mim a tal ponto que não posso discernir por si mesmo. Se tal é o caso, eu vos suplico de orar a Deus para me fazer graça”.

Meus irmãos e irmãs em Cristo, que a paz do Senhor esteja com todos vós!

Em 1972, o Arquimandrita Crisostomos Papasarantopoulos, auxiliado por sua sobrinha Olga Passarantou veio trazer a Ortodoxia à R. D. C (República Democrática do Congo), principalmente na província de Kananga. Depois de sua morte, ele foi sucedido pelo seu filho espiritual, o Padre Hariton Pnevmatikakis (um homem de oração, um homem espiritual que se dedicou à evangelização até a sua morte, em 1998; depois de sua morte, foi substituído pelo seu filho espiritual, o Arquimandrita Ignatios Mandelidiss – sagrado Arcebispo da África Central, alguns anos mais tarde pelo Bem-aventurado Papa e Patriarca Petros VII, de eterna memória).

Graças aos missionários gregos Padres Crisostomos e Hariton, a Ortodoxia se espalhou através do Congo. A R.D. C faz parte do Arcebispado de África Central que contava antigamente com os países Rwanda, Burundi. Hoje, contando só com dois países (República Democrática do Congo e República do Congo), o Arcebispado de África Central é dirigido pelo Arcebispo Nikiforos Micragiannanitis auxiliado por dois bispos e um arcebispo emérito “Monsenhor de Pentápolis Ignatios Mandelidis”. Só a R.D. C conta com 35 templos construídos e 135 paróquias com templos em construção.

Bispo Meletios, Arcebispo emérito Ignatios e Arcebispo Nikiforos
durante a colação de grau na Universidade Ortodoxa

AuroraOrtodoxia: Sabemos que seu tio é monge ortodoxo. Que influência isto tem em sua fé? Fale-nos um pouco de sua formação ortodoxa na família.

Stephane Muntu: Nasci e cresci no seio de minha família materna, longe de meus pais. Lá, aprendi com meus santos avós a fé ortodoxa e também a cantar alguns hinos com meus tios maternos.

Aos 22 anos de idade, altura em que pela primeira vez, vi e conheci meu pai pela primeira vez, talvez, eu lhe pedi que ele abraçasse a fé ortodoxa e deixasse o protestantismo que pregava na época. Ele resistiu até o belo dia em que, sob a influência de minha querida e amável mãe, aceitou a fé ortodoxa. Não somente aceitou como se fez batizar nas santas águas e recebeu o selo do dom do Espírito Santo.

Meu tio Jean-Paul, como era então chamado no mundo, ele era e ainda é para mim um ídolo. Com ele, aprendi a jogar basquete e me apaixonar pelo esporte, mas, como a vida é feita de surpresa, ele foi para o pequeno Monastério de Santo Antônio, no centro de Kananga (cidade que me viu nascer e crescer) onde serviu primeiramente como Neófito (noviço), vindo a receber, em seguida o nome de HARITON, pelo então Arcebispo de África Central e hoje Arcebispo emérito de Pentápolis, Ignatios Mandelidis, por altura de sua ordenação sacerdotal. Depois de sua ordenação, o Arcebispo – meu Pai Espiritual de então – me confiou-lhe como seu filho espiritual. Doravante, a ele me apresento não mais como seu sobrinho, mas como seu filho espiritual.

Arcebispo Nikiforos e Hieromonge Hariton
Aprendi e aprendo com ele mesmo vivendo longe, muitas histórias sobre a vida de Santos, a Filocalia, os escritos do Padre Paíssios, etc. Ele é meu exemplo em muitas coisas e não uma influência. Vivo a Ortodoxia e me deixo influenciar pela beleza das imagens, o cheiro do incenso e os santos mistérios. Ele mesmo não se sentiria bem se um dia descobrisse ser uma influência. Afinal nenhum pai sentiria feliz se descobrisse que é uma influência por seu filho. (risos).
Em verdade, sua vida monástica não tem nada com minha fé ortodoxa. Nasci e sempre confessei a fé ortodoxa, continuarei e ensinarei a Ortodoxia àqueles que não a conhecem. Ser Ortodoxo ou viver a ortodoxia é pensar que a Igreja Ortodoxa se assemelha ao corpo humano, tendo como cabeça nosso Senhor Jesus Cristo e os membros do corpo somos nós, homens que n´Ele creêm através da pregação dos Apóstolos e seus sucessores ao longo dos tempos, segundo a palavra do Senhor: “Todo poder Me foi dado no céu e sobre a terr. Ide, portanto, e fazei discípulos , batizando-os em Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a conservar tudo o que vos disse. E eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. (Mt. 28: 19-20). Eu vivo segundo o Evangelho e não sob a influência de ninguém.   

AuroraOrtodoxa: Onde foi que aprendeu a música bizantina? E o idioma grego?

Stephane Muntu: Fiz meus estudos primários e secundários no seio da Escola Grega “Luz das Nações”. Lá, aprendi não somente as matemáticas, as ciências, mas também a cultura e a língua grega que, infelizmente, não domino. Dois anos de grego moderno com um professor grego e 4 anos de grego clássico com professores congoleses formados nas melhores Universidades da Grécia. Na Escola, havia curso de música e a cada sexta-feira os alunos ortodoxos que tinham a vontade de aprender a música bizantina se reuniam no seio da Missão com os grandes salmistas para aprender. É assim que aprendi a cantar, em francês, primeiramente, e em seguida, em grego.

Stephane Muntu cantando na Paróquia Ortodoxa Grega Sto. André o Primeiro Chamado
Rio de Janeiro - 2012

AuroraOrtodoxia: Como a Igreja Ortodoxa se organiza na África? Existem Bispos Ortodoxos Africanos? Igrejas construídas? Seminários? Monastérios? Quantos Padres, Diáconos, Seminaristas?

Stephane Muntu: A Igreja Ortodoxa na África tem sua sede em Alexandria (Egito) e como líder espiritual, o Pai e Sucessor do Santo Apóstolo Marcos – o Papa e Patriarca. Cada país tem à sua frente além do Papa, que é o grande sucessor do Apóstolo e Patrono da África Marcos, um Bispo ou Arcebispo. Existem também sacerdotes, diáconos, monges e hieromonges (gregos ou africanos).

Em alguns países da África, existem Bispos africanos que trabalham para o bem-estar da Igreja, evangelizando a palavra de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.

Muitas igrejas são construídas a fim de permitirem aos ortodoxos de orarem ao Bom Deus. Em meu país, R.D. Congo, por exemplo, existem muitas igrejas construídas, mais de 100 sacerdotes, diáconos e uma dezena de monges e monjas ao serviço dos fiéis.
A República Democrática do Congo é um dos países africanos onde a Ortodoxia domina. Um Arcebispo, dois Bispos auxiliares, um Arcebispo emérito trabalham juntos para o bem da nação ortodoxa. Duas estações de rádio “A voz da Ortodoxia” animam, todos os dias, tanto os ortodoxos como os não-ortodoxos com a música cristã, homilias, etc.

Construção de novo templo e escola

Sagrada Liturgia em Kananga - Papa de Alexandria com Arcebispo emérito
Catedral de Sto. André

Arcebispo Nikiforos visitando um dos terrenos da Igreja em companhia de clérigos

Os seminários são organizados a cada ano, e a cada dia da semana existem encontros de jovens “Jovens Lutadores”, de pais, e diversos, todos com sacerdotes congoleses ou estrangeiros e Irmãs gregas que falam sobre a fé ortodoxa.

AuroraOrtodoxia: Sabemos que a Igreja Ortodoxa por lá é bem mais forte e organizada do que no Brasil. Como você vê a realidade ortodoxa aqui no Rio de Janeiro?

Stephane Muntu: Cinco anos no Brasil, por vezes me chego a perguntar: “Será que a fé que estou vivendo no Brasil é a mesma fé ortodoxa que aprendi e que me foi ensinada desde minha infância?” Não quero dizer com isso que a Ortodoxia no Rio de Janeiro é diferente daquela que eu conheci junto aos meus, não eu não digo isto. Falo da maneira com a qual o povo se comporta na igreja, por exemplo, na hora da Comunhão. Isto não me dá a imagem de Ortodoxia que conheci. 10 ou 20% se comportam e vivem a Ortodoxia, a Fé Ortodoxa.

Em meu país, aprendi que somente a pessoa batizada na Igreja Ortodoxa tem o direito de participar e tomar a Santa Comunhão. Mas, aqui no Brasil, quando o sacerdote sai com o Cálice e diz: “Aproximai-vos com fé, amor e temor de Deus”, vejo até não-ortodoxos comungarem. Então eu me pergunto: “Onde está o respeito para com as leis dos Santos Padres?” Após o cisma, ortodoxos e não-ortodoxos não podem jamais comer juntos (comer num sentido de comungarem juntos do mesmo cálice). É melhor eu parar por aqui, porque estou a falar besteiras... (risos).

A realidade ortodoxa no RJ está ainda às escuras e adoraria que aqueles ou aquelas que sabem o verdadeiro sentido da Ortodoxia ensinem aos outros.

Stephane Muntu cantando durante o Encontro "A Beleza do Sagrado II"
Catedral Ortodoxa da SS. Virgem Maria - RJ 2010
em companhia dos Arciprestes Bento (Freitas) e Basílio (Romero)

Stephane Muntu participando do Encontro "A Beleza do Sagrado III"
Igreja Ortodoxa Antioquena São Nicolau - RJ 2012
em companhia do Arcebispo Chrisóstomo,Arcipreste Dimitrios (Nikolaidis) e Padre Henrique (Cairus)

AuroraOrtodoxia: Qual seu ponto de vista para o futuro da Ortodoxia no Brasil?
Stephane Muntu: Se todo mundo começasse por fazer o que é justo, a Ortodoxia no Brasil encontraria um sentido verdadeiro. Que Deus tenha piedade de Seu povo.
 
Veja também
 

Κυριακή, 27 Νοεμβρίου 2016

The African Woman & the role of Woman in Orthodox Church: she must become the light of the world


Union of Orthodox Church Mothers in Uganda (from here)

By Orthodox Archbishop of Zimbabwe Seraphim
Orthodox Church in Zimbabwe

"During the times of Persecution of the Church, women proved to be true heroes of the Christian Faith. They were the silent and secret defenders of the Church. They proclaimed loudly the true faith in God confessing their faith in Christ before emperors, Kings rulers and Judges. It was women who guarded the churches and the Sacred Relics of our Faith. Putting their own lives in danger, they moved the Holy of Holies to safety, when under threat. They taught the Christians faith to their children, ever when it was dangerous to do so. This special strength which women have is the gift from Lord our God. It is a special grace granted to them by the Holy Spirit to enable them to preserve the faith."

Two Orthodox Turkana women (from here)

"What is the role of women, today, in our Orthodox Church".

First and foremost, women must accept Christ as their own Lord and Savior. Women who acknowledges Christ, through baptism, accept the mandate of Christ’s love. She partakes in the Liturgical Life of the church. Though Holy Communion our Lord enters the soul of a woman and she becomes part of Him. She is instructed to listen to Holy Scriptures and to apply their Teachings in her daily life. She must become the light of the world, enlightening those allowed her, through good example, in the Christian way of life. She devotes her self out of love, to the service of Christ in all aspects of her personal, family and community life. Most of all, she puts on her love for Christ through her fellow man, and brings to God all those within her own family. 

Orthodox Women in the Feast of the Dormition of the Theotokos in Congo-Brazzaville (from here)

Her first priority is to fulfil God’s Divine Within her own family, her husband and her children. This then widens to the extended family: to her neighbour, to her parish community and then to the whole world. A Christian woman is today’s society, whether she works outside the home or not, is instrumental in nurturing her children. Even if she is not yet married, or has not chosen the way, a woman often serves in the society in the capacity of helping others, as a teacher, as a nurse, as doctor, as a wife, as a mother. As a wife, she cares for her husband and her children. She brings a reality of church into her home and guides her home to the church. Within her heart she understands the meaning.

 
Orthodox nuns in Uganta, sisters Mary, Thaboria & Theosemni (from the article The Orthodox Church in Uganda, an outgrowth of indigenous self discovery)
 
"The family which prays together, stays together ".
 
An Orthodox Christian woman through faith, finds strength to that for which the Lord has chosen her. She uses the Sacramental Life of the church to strengthen her family’s faith in the Risen Lord and to practice His Commandments. She understands the necessity for Christ to be within her life, and within the life of her family and generally in all the community, large and small. Life in Orthodox Church is not a simple matter of just attending Sunday Services: and an Orthodox woman is not just someone to prepare the coffee for those who have attended the service. Orthodoxy is not wearing a big cross, nor making the elegant gesture of the sign of the Holy Cross.

St Catherine of Alexandria (the Great-Martyr & Wonderworker)

Orthodoxy is not raising money for some purpose in life. These things may be an indicator of something; an act of love and piety, but without Christ love and teachings, they remain fruitless. During the times of Persecution of the Church, women proved to be true heroes of the Christian Faith. They were the silent and secret defenders of the Church. They proclaimed loudly the true faith in God confessing their faith in Christ before emperors, Kings rulers and Judges. It was women who guarded the churches and the Sacred Relics of our Faith. Putting their own lives in danger, they moved the Holy of Holies to safety, when under threat. They taught the Christians faith to their children, ever when it was dangerous to do so. This special strength which women have is the gift from Lord our God. It is a special grace granted to them by the Holy Spirit to enable them to preserve the faith.

 Christina Mothapo with members of her family on her 87th birthday, 1 Jan 2013
Christina Mothapo, the oldest, but also one of the most faithful members 
of the Orthodox Church in Mamelodi, South Africa. See here.

My beloved children, As Your spiritual Father I call upon you all to be strong in your Orthodox faith. Study Orthodoxy deeply, so that you know, teach and defend it all times. Fill yourselves with the knowledge of our Orthodox faith based on Holy Scriptures and Holy Tradition. Learn the Traditions of Orthodoxy, so that you may keep it unsoiled and unfilled as many holy women in the past have preserved it, for those who will follow. Fill yourselves with wisdom of God and practice Christ’s teaching. Love him and show compassion towards your neighbour. You have an important role in the Church, to pass down this Orthodox Faith to the next generation and that which will follow.
The gift of faith which you hold, is different from those of others. An Orthodox woman has the gifts of cherishing and maintaining a special precious jewels; our Orthodox Faith. Her role is not simply to sweep floors or wash windows, or bake prosphora, but to keep the attitude and the idea of Orthodoxy alive in her family and within society. Even when there is an absence of interest for Orthodoxy, women hold aloft the Spirituality of Orthodoxy. Let the Lord God bless all women and continue to strengthen them in their faith and life let the Holy Theotokos protect and instruct all women to follow Her example in life. Let the Ever Virgin Mary be the protectress of our Orthodox Faith.

Maasai Maasai Women, Kenya (From here)

In recent times, there has been much discussion concerning the role and place of women within society as well as the Church. Indeed a significant amount of criticism has been leveled against Christians by certain sectors of the Feminist movement, which claim that Christianity represses rather than liberates women. In short, the same voices accuse Christianity of being an agent of oppression and enslavement rather one of liberation and honour for women. From a historical point of view however, the opposite is the case. Let us briefly consider how Christianity acts as a force of liberation, appreciation and empowerment for women. Let us look at situation and circumstances of prior to the coming of Christianity into the world and then appreciate how revolutionary has been the historical impact of Christianity on the role and status of women. Only then, when seen in its proper historical context can one appreciate and understand how important Christianity has been in elevating the status of women. 


I will choose some examples from pre-Christian history. Pre-Christian society, by and large, considered women as an inferior being. In a sense she was an adequate human. It was claimed that by their very nature women did cot possess moral courage and endurance- two of the most respected virtues of ancient society. Women were viewed as natural cowards. Indeed most branches of philosophy went a step further and made that women did not possess the faculty of logic- they were by nature irrational, unreasonable and illogical. In short they too emotional! Consequently women, with rare exceptions did not receive the advantage of education and were not received into philosophical circles. Certainly they did not have any political power. Roman society, which admired courage, considered women as lacking this virtue. Consequently a women could not bring military strength. Consequent as elsewhere in the ancient world women were regarded as inferior humans.


Saint Monica of Hippo, st Augustine's mother (icon from here)

Early Jewish society ascribed to women a deceiving and evil nature. Thus claims were made that woman were responsible for the fall of man. Consequently she was considered a natural liar and an agent of the devil. For that reason a woman was denied a right to testify in court since her word could not be trusted. Within this historical context the advent of Christianity proved to be a revolution for the cause and understanding of women as intelligent, courageous and virtuous- in effect Christianity empowered women in an unprecedented manner. Within the pages of the Gospels the female followers of Jesus are often described as courageous while the male disciples are depicted as cowardly. For instance while St. Peter denied Christ out of fear, while all other male disciples except St. John field during the crucifixion several women stood at the feet of the cross without fear. Likewise when men were locked indoors for fear of the Jews the women went out to anoint the body of Jesus.

Father Agapios and Presbytera Dorah, St. Tabitha House, in the Cibera slum

‘But standing by the cross of Jesus were his mother, and his mother’s sister, Mary the wife of Clopas, and Mary Magdalene.’(St. John 19.28). On the evening of that day, the first day of the week, the doors being shut where the disciples were, for fear of the Jews Jesus came and stood behind them. ..‘(St. John 20.19). Again within the pages of the Gospel, women are considered as honest. Trustworthy and reliable faithful witnesses. Indeed the first persons to receive the news of the Resurrection of Christ and commissioned to relay to men the most important message in the annuals of history-were women (St. Mark 16). And he said to them, "Do not be amazed; you seek Jesus of Nazareth, who was crucified. He has risen; he is not here; see the place where they laid him. But go tell his disciples and Peter that he is going before you to Gaulle; there you will see him; as he told you".... (St. Mark 16.6-7). Within Gospels women are also described as intelligent and possessing acute intellectual curiosity. Thus when the Archangels announce the future birth of the Messiah, within the lucan account, she naturally engages him in conversation and seeks to understand the precise nature of this announcement.


Women from Uganda with the Patriarch of Alexandria (from here) 

However when St. Paul announces in his letter to the Galatians, that there is neither male or female but both are considered equal in Christ’s redemptive work, this represents from a historical perspective the most radical statement made on the status of women up to that point in the history of ideas. The message of Christianity claims that both men and women are empowered; saved and sanctified by Christ in an equal manner. In the final analysis Christianity claims both man and women equally receive the gifts and virtues bestowed by the Holy Spirit. Gender does not disqualify a Christian from the grace of our Lord Jesus Christ. Today women make enormous and significant contributions to human societies. Their nurturing rule role within the family as grandmothers, wives, mothers and daughters provide a stabilizing influence upon the structure of the family. Their contribution to social activities is also most important. Women are now familiar and indispensable aspect of the work force. Indeed as Christians, women provide the church irreplaceable assistance.

  
In Nigeria, with Metropolitan Alexandros (from here)

See also:
 
Male and Female Created He Them 
Orthodox Women Saints
African Women (tag in our blog)

 Photo from here

 

  

The Passion of Jesus Christ and the Passions of Africa
The Bible, Children, Poverty, Ebola & an Orthodox Priest with his Friends in Sierra Leone 

How “White” is the Orthodox Church?  

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USA: The National Board of the Brotherhood of St. Moses the Black (l-r):  Fr. Paul Abernathy, Dcn. Turbo Qualls, Mother Katherine Weston, Fr. Roman Star, John Gresham, Dr. Carla Thomas, Bishop Neofitos, Fr. Justin Mathews, Fr. Jerome Sanderson, Hieromonk Alexi (from here)

Some African Women Saints

Perpetua & Felicity, March 7
Mary of Egypt, April 1
Isidora of Tabenna (the Fool For Christ), May 10
Theodora of Alexandria, September 11
Thais, October 8
Catherine of Alexandria (the Great-Martyr & Wonderworker [icon]), November 24 (& 25)
Saint Syncletika of Alexandria, the First Great Holy Mother of the Egyprian Desert (January 5)

Saint Monica (May 4)
The holy women martyrs Cyprilla, Lucia and Aroa, and all who had accepted Baptism from the holy bishop (July 4)
St. Julia of Carthage (July 16)  

The saints of Thuburbo (Virginmartyrs Maxima, Domitilla & Secunda) and of Septimia (July 30)
Saint Virginmartyr Potamia of Alexandria, the Wonderworker, by the sword (4th century)


 
St Maria Scobtsova, an orthodox teacher & new martyr 
vs nazi (icon from here - see here

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