Τρίτη, 12 Ιανουαρίου 2016

O Reino do Céu : Onde a discriminação racial não tem lugar


Pai Moisés Berry de os EUA (sobre ele aqui)
O Cetro Real

Sempre atual.
Por mais obvio que seja, ainda mais em um país como o Brasil, é preciso afirmar novamente e sempre : Não é possível concilar racismo e cristianismo.
Se você cultiva uma perspectiva racista você esta separado do Cristo, e no seu caminhar no mundo, em suas ações motivadas por tal perspectiva, você O crucifica, diariamente.


No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.

"Me intrigava a questão sobre a Salvação das pessoas de pele escura, pois se elas tinham as mesmas perspectivas de agradar a Deus que as  pessoas da raça branca, porque eu nunca tinha ouvido falar de nenhum negro, por exemplo, que tivesse se tornado famoso por seu trabalho espiritual e santidade?  

Será então, eu pensava comigo, que a cor da pele tem algum tipo de influencia sobre a matéria da alma? Será que Deus tinha algum tipo de repúdio a estas raças de pele escura ?  E por qual razão Ele os repudiaria ? 
Foi com estas dúvidas na mente que certa vez adentrei a minúscula cela do Bem-Aventurado Nephon, para levar ao Ancião estas minhas questões. 
Foi então que o Justo Ancião me tranquilizou, dizendo que Deus havia chamado inúmeras almas de pessoas negras para o Seu Reino, pois eles também são suas criaturas. 
Na verdade, frisou , um punhado deles brilham por causa de suas virtudes e seus milagres. 
E para provar a veracidade de seu depoimento, o Ancião passou a narrar alguns casos. "

Bishop Inocêncio de Burundi e Ruanda (a partir daqui)

O ladrão de Panephos :

" Nos tempos antigos ", disse ele," o território de Panephos ( uma cidade importante do Baixo Egito, não muito longe do mar, onde hoje está a cidade de Menzaleh ),  era atormentada por um saqueador, um homem selvagem que atacava terrivelmente todos aqueles que atravessavam o seu caminho.
Uma noite, porém, ele teve um sonho extremamente assustador: Ele se via em uma interminável planície, totalmente só. 

Olhando ao seu redor, ele viu um rio de fogo que caudaloso, crescia em sua  direção, e ele ouvia o terrível barulho do fogo consumidor, destruindo tudo em seu caminho, mesmo as mais bem formadas pedras e todo solo abaixo delas. Com pequenos e  hesitantes passos, o ladrão se aproximava mais da direção do rio para poder observar melhor, mas em um dado momento, quatro espíritos surgiram saídos do fogo, e o agarrando pelos cabelos o arrastaram em direção ao rio, para o lançar nele. 
O ladrão lutava contra os espíritos, e um deles lhe disse : Você miserável, se tivesse se tornado um monge, nós não teríamos que o lançar no rio de fogo !" Nisso, o sonho acabou.
O ladrão acordou molhado de suor. Ele lembrava de cada aspecto de sua impressionante visão como horror, e se encontrava atordoado como se realmente tudo houvesse acontecido de fato.

Não importa que tenha sido um sonho, o ladrão sabia que tal visão deveria ter um sentido maior, e ele então considerou o seguinte : 
"Devo procurar um anacoreta, (um santo recluso que vive afastado de todos, no deserto) e lhe contar a respeito do meu sonho. Os monges geralmente sabem sobre essas coisas, e talvez um deles possa revelar o significado desse rio de fogo que eu vi em meu sonho ".
Assim que  pronunciou essas palavras em sua mente, ele jogou no lixo a "ferramentas do seu ofício criminoso" e foi no mesmo momento caminhar em direção a estrada que o conduziria a Panephos . Depois de andar algum tempo, ele vislumbrou em uma certa distância a pequena cela de um anacoreta.  Ele então se apressou naquela direção. 
Assim que  bateu na porta da cela,  esta foi imediatamente aberta por um ancião, que estava ali como se a esperar o ladrão.
"Bem-vindo ! Bem-vindo, rapaz ! O que lhe traz então a esta  parte da terra?  Ah, talvez você esteja preocupado em razão daquele rio de fogo e pelos quatro espíritos que lhe agarraram pelos cabelos para lhe jogar no fogo, não é mesmo ? Que terrível era aquele rio, não era, meu filho?  Você viu como ele devorava as pedras ?.... Bem, se você realmente quiser escapar das chamas, há uma maneira: Você deve se arrepende, sinceramente, por todos os  seus crimes ,todas as ilegalidades aos quais você se engajou em toda a sua vida, e  então se tornar um monge. Dessa forma, você certamente vai ser salvo, porque esse rio foi preparado exclusivamente para os pecadores arrependidos ... "
O Ancião tinha apenas acabado de dizer estas palavras, quando o ladrão atirou-se aos seus pés, e começou a chorar como se fosse uma criança ....
" Mostre-me alguma misericórdia, ó precioso pai ! A escuridão da minha alma é muito mais profunda do que a escuridão da minha pele ", clamava, entre soluços. " Mostrar a este desgraçado a sua misericórdia, e me instrua como Deus instrui a ti! "
Na verdade, não  demorou muito  para que o santo ancião tonsurasse o ladrão e fizesse dele um monge, e tendo o ensinado a devida ordem de vida monástica, o ancião deixou sua cela para o novo monge e partiu para as partes mais escondidas do deserto, para continuar em sua vida ascética.
Bem , aquele  mesmo assaltante negro, através dos seus próprios esforços  espirituais, atingiu tais alturas da virtude que, durante seus momentos de oração, ele  brilhava, iluminando tudo em sua volta, como um pilar de luz radiante ... Inúmeros demônios, reunidos como que em enxames o atacavam , mas ele, com  suas orações, os queimava e os destruía em sua totalidade. Deus também havia lhe dado o dom de sabedoria, o que lhe permitiu escrever inúmeros ensinamentos espirituais, respondendo com frequencia aos muitos fieis que lhe enviavam  cartas pedindo  conselhos.
Finalmente , quando ele faleceu , suas preciosas relíquias transpiravam de forma exuberante a mirra perfumada, que de acordo com as narrações do povo daquela terra, proveu a cura a muitos endemoninhados, e pessoas com as mais variadas doenças.


Epifania ortodoxa no Congo Brazzaville (a partir daqui)

O humilde ancião de Ysia

Havia  na cidade de Ysia um  homem velho negro pobre, que costumava vaguear sem rumo, aqui e ali, ora em silêncio, ora murmurando palavras que ninguém entendia. Devido a isso, muitas pessoas acreditavam que ele não gozava de  seu juízo perfeito. 
Houve então um período de uma terrível  seca, os animais estavam morrendo de sede, a terra queimada se abria em inúmeras rachaduras e as colheitas tinham todas se perdido... 

O clero e os fiéis, liderados pelo seu Bispo, entoaram súplicas contínuas, em noite seguidas de vigílias de orações para que a estiagem tivesse um fim, mas ao longo de muitas semanas não houve resposta para as orações. 
Em uma certa noite, o Bispo viu em seu sonho um anjo, que lhe disse: 

" Ouça bem, isto é o que Deus ordena que você faça : Guie os  vossos sacerdotes e vão todos juntos, nos  primeiros instantes da  manhã ao portão sul da cidade, e fiquem a esperar o primeiro homem que adentrar na  cidade. Você então vai abordá-lo, impedi-lo de continuar em seu caminho, e pedirá para este homem para que ele ore ao Senhor, para que lhes seja enviada a tão esperada chuva. " 
Então, no começo da madrugada do dia seguinte, logo após as Matinas , o Bispo reuniu todos os seus ministros e foram para o portão sul, assim como o anjo lhe tinha instruído. 
Eles não tiveram que esperar por muito tempo, pois logo se aproximou um homem, o tal velho homem negro. Ele era de fato muito velho e debilitado, e ainda se tornava uma figura mais fragilizada por carregar em sua corcunda, um feixe de lenha. 
O Bispo então o abordou, e  o ajudou a  descer com o  feixe de lenha, e suplicou ao velho :

"Por favor, ore a Deus para que Ele possa  mostrar  Sua misericórdia e enviar a chuva que esta terra tanto necessita!"
Sem qualquer objeção , o velho negro imediatamente levantou seus  finos e ossudos braços em direção ao  céu e orou. Em questão de minutos, para espanto de todos, relâmpagos e trovões começaram a se manifestar do nada! Pesadas nuvens negras começaram a se reunir rapidamente, o céu escureceu e uma chuva torrencial começou a cair. 
Foi uma precipitação  extraordinária ! Um verdadeiro e benfazejo dilúvio! 
Contudo, logo as casas começaram  a ser inundadas e os campos circundantes se tornaram em poucos instantes como uma extensão de mar! 
O Bispo  então, atônito diante de toda a transformação do quadro, suplicou novamente ao velho para que ele rezasse novamente, só que agora pedindo para que a chuva parasse.  
 Novamente então, o velho e humilde homem, em obediência ao Bispo, levantou os braços mais uma vez para o céu .... E a chuva cessou imediatamente! 
Espantado com esse duplo milagre, o Bispo, passou a inquirir com insistência, para que  o velho  revelasse a sua história de vida, contar sobre os seus  trabalhos espirituais, aqueles  que o tinham dotado com tal intimidade um com Deus. 
Mas o velho timidamente respondeu ao Bispo :

"Sua eminência, como vocês podem ver, eu não sou nada mais do que um ninguém,  um velho negro ... Por que você busca encontrar virtudes em mim?", 
disse o ancião, sem levantar a cabeça. 
O Bispo, pasmo com tudo, bradava de forma angustiada :

"Em nome do Senhor dos céus e da terra, você tem de revelar toda a verdade, para que o nome de nosso Senhor seja glorificado como se deve !" 
Mas o ancião novamente respondeu :
"Perdoe-me, sua eminência! Como o senhor vê, eu não fiz nada digno de nota. 
A única coisa que tenho me esforçado para fazer nesta vida, desde o dia em que fui batizado cristão, é nunca comer o meu pão sem merecer, e nunca me  tornar um fardo para ninguém. Assim, todos os dias eu vou para as montanhas e recolho um feixe de lenha, eu  o carrego nas minhas costas e vou até a cidade para vendê-lo. 
Do dinheiro que recebo,  só mantenho duas pequenas moedas ,que é o suficiente para a refeição do dia. O resto do dinheiro que dou para as pessoas pobres como eu. 
Sempre que o tempo é ruim e eu não posso ir até as colinas, eu jejuo até o tempo melhorar e depois  volto lá novamente para trazer minha carga de lenha  para vender na cidade, e poder pagar pelo meu pão, o meu e de outros aldeões pobres .... "
Com estas palavras, o velho negro respeitosamente pediu  benção do Bispo para se despedir, assim como aos  outros clérigos, içou o feixe de lenha em suas costas, e  mais uma vez caminhou até a cidade para vendê-lo .... 

O fim da cegueira.

Com estes exemplos que o Bendito Nephon me deu, estava agora realmente convencido de que o Reino dos Céus está aberto a todas as almas,
independentemente de raça ou de cor, pois todos são filhos de Deus. 
Para terminar sua catequese, o Santo Ancião me disse :

"Assim como a vinha produz uvas claras e escuras, Deus criou  também as pessoas, portanto, há pessoas de todas as cores - pretas, vermelhas, amarelas, brancas ... de acordo com o local onde elas vivem. Afinal, a terra em que pisamos,  também é multiforme. " 
Ao dizer estas palavras, o servo de Deus retirou-se para sua cela para orar.

Contos da Vida de São Nephon registrados no livro "O Bispo Asceta", do Santo Monastério do Paráclito. 

 

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