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Σάββατο 7 Οκτωβρίου 2017

A pobreza provoca a violência na África ou a África é pobre por ser violenta?


Uma cultura de violência e personalismo na política ainda marca os jovens Estados africanos

 
Foto daqui (República Centro-Africana)

Por Denise Galvão

Há décadas o continente africano é vítima de uma coincidência dramática: conflitos armados e pobreza. Como as guerras não estão presentes em todos os contextos de miséria, conclui-se que a pobreza nem sempre é capaz de causar conflitos violentos por si só. Apesar disso, deve ser observada como uma causa – ela contribui de maneira decisiva para que as guerras aconteçam.
Grupos insurgentes costumam alegar que querem substituir um determinado governo para que, com o poder em mãos, possam defender segmentos marginalizados da sociedade em regimes nãodemocráticos. Afirmam que a idéia é conferir-lhes expressividade política e promover seus interesses sociais e econômicos, a fim de reverter injustiças. Essa motivação costuma atrair amplo apoio popular à iniciativa de travar uma guerra civil.
No decorrer de vários conflitos na África, porém, os combatentes empregaram táticas de guerra, como o recrutamento de crianças, a servidão sexual, as mutilações de civis, o deslocamento forçado e a limpeza étnica. Quando rebeldes voltam-se contra a própria população, torna-se evidente que há outros fatores envolvidos, além da luta contra a marginalização.
As causas fundamentais desses conflitos estão, em geral, relacionadas à fraqueza e à pouca – ou nenhuma – legitimidade dos governos. Uma cultura de violência e personalismo na política ainda marca os jovens Estados africanos, herdeiros do domínio colonial europeu. Essa fragilidade manifesta-se no caráter vulnerável a intervenções internacionais e na permissividade ao mercado informal, que possibilita a circulação de armas ilegais. Ao agir em nome de interesses privados, o Estado permite que outras forças políticas – incluindo grupos armados – preencham o vácuo do poder público.

 
Foto daqui (Burundi)

É interessante notar que na África há um paradoxo entre a pobreza do povo e a riqueza da terra. Ao mesmo tempo em que o continente concentra os piores índices de desenvolvimento humano, também tem reservas de extraordinárias riquezas naturais, como petróleo, diamantes, ouro, cobre, cobalto e coltan (liga metálica usada na fabricação de componentes eletrônicos). Parte dessas riquezas foi drenada para financiar a violência contra as próprias populações africanas – como, por exemplo, os “diamantes de sangue” de Angola, Congo e Serra Leoa. Outra parte enriqueceu grandes investidores estrangeiros, com as bênçãos de governos instáveis e corruptos.
Conflitos prolongados e de difícil solução, como é o caso dos países que compõem o Chifre da África, não só causaram mortes, mas também pioraram as condições de vida dos sobreviventes – entre os quais imensas massas de refugiados. Dessa forma, percebe-se claramente a correlação entre miséria e conflitos armados: ao mesmo tempo em que a miséria consiste em uma causa profunda de guerras, também é intensificada pelas práticas de extrema violência, num ciclo vicioso dos mais cruéis.

Denise Galvão é mestra em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos Internacionais da Universidade Cândido Mendes.

Παρασκευή 2 Δεκεμβρίου 2016

Pobreza na África- Causas Humanas e Naturais da Pobreza e Fome na África

 


A áfrica é considerado um dos continentes mais pobre de todo tempo, onde que as pessoas de lá sofre com a crise de fome, epidemia de doenças contagiosa, vírus da AIDS, praga e muitos outros problema que a áfrica vem enfrentado.
Na África morem todos os dias um numero muito alto de criança por causa da desnutrição e principalmente por causa da fome, onde que existem vários tipos de causas de fome enfrentadas pelo país e também existem dois tipos de casas de pobreza na áfrica, veja a baixo.

Causas humanas e naturais da pobreza e Fome na África

Causa naturais

A África passa por uma crise de pobreza e fome, onde que um das principais causas é a causa naturais que inclui a seca, clima, terremotos, inundações, pragas de insetos, falta de chuva e água, falta de semente e muitas outras causas que já deixaram muitos mortos.


Causas humanas

Citamos a cima algumas causa da pobreza na África, porém a pior delas é a causa humanas que inclui conflitos civis, guerras que impedem a chegada de alimentos nas regiões, invasões, destruição de colheitas, distribuição ineficientes dos alimentos e muito mais. Com todas essas causa de pobreza e fome na África cerca de 20 milhões de pessoas falecem por ano e principalmente crianças, isso por causa da fome e pobreza que o país da África do sul enfrenta.

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Pobreza em África
África: corrupção, poder e pobreza  
Principais Problemas Sociais na África do Sul- Quais São, Fotos e Vídeo
 

Τετάρτη 5 Οκτωβρίου 2016

África tem todos nos problemas ambientais do mundo, só que mais graves -- ONG



24.sapo.pt

África tem todos os problemas ambientais que existem no resto do mundo, só que mais graves devido ao estado de desenvolvimento económico e a vários regimes políticos, defendeu hoje um responsável de uma associação ambiental portuguesa.
 
Numa entrevista à agência Lusa, João Branco, presidente da Direção Nacional da Quercus, instituição que estará presente na reunião de Nova Iorque consagrada ao Ambiente, que começa sexta-feira nas Nações Unidas, lamentou que, no continente africano, nenhum setor ambiental está de boa saúde.

"O continente africano tem todos os problemas ambientais que existem no resto do mundo, mas são mais graves ainda do que a média por uma série de contingências que têm a ver com o estado de desenvolvimento económico e com os regimes políticos. Não há nenhum setor ambiental que esteja bem em África, infelizmente", disse.

Os setores são muitos e estão diretamente ligados às alterações climáticas, à ação do homem e a interesses políticos e económicos, salientou, lembrando também a "vulnerabilidade" de alguns Estados africanos.

A falta de água potável, aumento do nível das águas do mar, que está a acidificar e a contaminar os lençóis freáticos em terra, o lixo e os resíduos sólidos, as queimadas, a desflorestação, a desertificação, as secas, as inundações, a perda da biodiversidade e o ordenamento do território são alguns dos problemas apontados por João Branco.

Nesse sentido, defendeu a aposta nas energias renováveis, maior sensibilidade dos regimes políticos para as questões ambientais, campanhas de sensibilização junto das populações e a educação para o ambiente nos ensinos básico e secundário.

Questionado pela Lusa sobre o que espera da reunião de Nova Iorque, preparatória da Cimeira de Paris, prevista para o final do ano, o responsável da Quercus disse ser "muito importante" que os poderes político e económico interiorizem e financiem os problemas há muito identificados por investigadores pelas ONG.

"É muito importante que os objetivos sejam definidos, que se identifiquem os problemas e as metas. Mas não espero mais do que isso. A grande questão é saber quem vai pagar todo esse processo de desenvolvimento sustentável. Não me parece que os países que podem pagar, os ricos, tenham disponibilidade para o fazer", lamentou.

"O conjunto das nações tem de admitir publicamente e de forma coletiva que há problemas. Isto é só o primeiro passo, pois está tudo por fazer. Mas é um primeiro passo e nós congratulamo-nos", acrescentou.

Para João Branco, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS, que abrangem 169 metas e que sucedem aos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM, 2000/15)) têm de contar com vontade política de todos os países e com recursos para os financiar, "a grande questão, afinal".

"Nos ODS há a erradicação da pobreza. Se alguns Estados europeus não conseguiram resolver este problema como se pode esperar que o consigam em África? Se não se consegue erradicar a pobreza em Portugal como se vai conseguir fazê-lo em Moçambique? Se não se consegue proteger a natureza e a biodiversidade nos países desenvolvidos, como se vai fazê-lo nos países em desenvolvimento?", questionou.

As energias renováveis no continente africano podem ser uma solução, mas desde que sejam planeadas, "o que não acontece", sublinhou, dando como exemplo o caso mais flagrante, o das barragens, que se constroem sem estudos de impacto ambiental e sem consultas públicas prévias.

"Em África nada disso se faz. Constroem-se barragens em África de forma totalmente desordenada, sem qualquer estudo de impacto ambiental, afetando até parques nacionais", referiu, exemplificando com os casos de Kapanga (na bacia do rio Cuanza, Angola) e de Crocodile River (que atravessa o Kruger Park, África do Sul).

"A conservação da natureza não tem qualquer peso nem influência nas construções", criticou, estendendo as críticas à questão da gestão dos resíduos sólidos, sobretudo nas grandes cidades africanas, em que são milhões as garrafas de plástico e de latas, não biodegradáveis, que as inundam, pois não há recolha de lixo, alertou.

"O lixo não tem tratamento, não é reciclado e nem sequer é colocado em aterros sanitários, que também não há. E também não há esgotos", concluiu, retomando a ideia de que a questão do ambiente no continente africano "não tem solução no curto prazo".

JSD // PJA
Lusa/Fim

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O Reino do Céu : Onde a discriminação racial não tem lugar
Igreja Ortodoxa de Alexandria - Patriarcado de Alexandria e Toda África   

Orthodoxa Mozambique  

Τρίτη 4 Οκτωβρίου 2016

Principais Problemas Sociais na África do Sul- Quais São, Fotos e Vídeo




Africa Urgente
Vídeos do aqui e aqui

Sabemos que mais da metade da população da África do Sul convivem com a pobreza, onde que o numero de pessoas com desnutrição aumenta cada dia mais e o pior de tudo é que a África está dentro de um dos países que mais sofre com os problemas sociais.
Mais por que a África é um dos países com mais problemas sócias? Segundo alguns pesquisadores a África possui mais de 20% de crianças com problemas de infecções respiratórias, sendo que mais de 50% dos casos é causado devido o número muito altos de poluição, além disso, mais de 30% das crianças com menos de 5 anos de idade sofre de desnutrição que leva a morte. 

Quais são os problemas mais enfrentados pela África do Sul?

Hoje nosso blog veio falar dos problemas que a África do Sul vem enfrentando e principalmente quando o assunto é saúde e desemprego, esse é uma dos problemas sociais mais enfrentados pelas as populações da África. Veja a baixo um dos principais problemas da África.
Um dos principais problemas sociais da África do Sul é o numero muito alto de desempregado, problema de desnutrição de crianças com menos de 5 anos, sem falar no analfabetismo, epidemia de AIDS e HIV, mortalidade infantil também está dentro de um dos problemas sociais que a anos a áfrica do sul vem enfrentando, e por fim as guerras, conflito e principalmente a fome vem  se destacando na África e muito outros problemas sociais. 

Vídeo e fotos dos problemas sociais da África do Sul

Para finalizar nosso conteúdo veja a baixo um vídeo de problemas sociais da África do Sul que é comparado com a situação das pessoas que tem condição e a situação das pessoas pobres da áfrica, aproveitamos e colocamos algumas fotos.



O vídeo e as fotos que você viu a cima parecem muito triste, parece não, são realmente uma tristeza vivida pelo os africano que a anos vem sofrendo com a miséria e a falta de alimentação, educação, moradia para sobreviver, essa é mais pura realidade de algumas regiões da África do Sul.
 
Assuntos do Artigo:
  • problemas sociais da africa
  • problemas na africa
  • os problemas da africa austral de hoje
  • Problemas de Africa
  • problemas sociais no continente africano
  • Quais os principais problema sociais da áfrica do sul
  • Quais São Os Problemas actuais da África
 
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Παρασκευή 17 Ιουνίου 2016

África: corrupção, poder e pobreza




Alem Mar

Por: CARLOS REIS, Jornalista, 2012

Os países africanos são considerados dos mais corruptos do mundo, um factor que contribui para o empobrecimento do continente. Os esforços anticorrupção têm mostrado resultados mistos nos últimos anos, mas são essenciais para o desenvolvimento. Os governos precisam de combater a corrupção em vez de depender da ajuda externa.

Dos dez países considerados mais corruptos do mundo, seis estão na África Subsariana. O suborno, extorsão, troca de favores, clientelismo, apropriação e desvio de bens ou valores têm um custo anual de 150 mil milhões de dólares para os Estados de África, segundo estimativas da União Africana. Para comparar, os países desenvolvidos doaram 22,5 mil milhões de dólares em ajuda à África Subsariana em 2008, segundo a OCDE, o que leva a argumentos de que os governos africanos precisam de combater a corrupção em vez de depender da ajuda externa.
«A corrupção em África varia entre o alto nível político, numa escala de milhões de dólares, e o baixo nível, com subornos a autoridades e funcionários públicos. No primeiro caso, impõe um maior custo financeiro directo ao país, no segundo caso tem um efeito corrosivo sobre as instituições básicas e mina a confiança dos cidadãos no governo», refere a jornalista Stephanie Hanson na publicação Council on Foreign Relations.
Mais de metade dos cidadãos da África Oriental pagam subornos para ter acesso a serviços públicos que deveriam estar livremente disponíveis, relata a organização Transparency International, o que também aumenta os custos de fazer negócios, uma vez que há uma correlação entre a eficácia no combate à corrupção e o aumento de produtividade de um país. «Atacar a corrupção é a melhor maneira de atacar a pobreza», sintetiza Nuhu Ribadu, ex-presidente da EFCC, comissão anticorrupção nigeriana.
A abundância de recursos naturais, uma longa história de governos autocráticos, o não prestar de contas aos cidadãos e os conflitos e crises no continente têm criado grandes desafios à boa governação e à luta contra a corrupção em África, apesar dos progressos recentes em termos de democracia e direitos humanos em vários países. «Os recursos naturais são cada vez mais tentadores para algumas elites africanas e empresas multinacionais. Também a assistência oficial ao desenvolvimento fornecida por agências nacionais e internacionais não está livre de abusos e corrupção. A prestação de serviços públicos é precária e os funcionários são frequentemente tão mal pagos, que recorrem à corrupção “insignificante” para sobreviver. Instituições que deveriam garantir o equilíbrio de poder dentro do sistema são muitas vezes limitadas pela falta de recursos e independência», resume a TI.

Negócios e política

Na maioria dos países africanos, os governos não têm capacidade ou vontade em lidar eficazmente com a corrupção. Além disso, o nível de desenvolvimento e organização da sociedade civil também varia consideravelmente, embora tenda a tornar-se mais activa e preocupada com as questões de corrupção e boa governação. «A sociedade civil e os meios de comunicação social livres podem levar a uma maior responsabilidade dos governos e à adopção de reformas nas áreas da governação e gestão dos recursos públicos, tornando-se os pilares da integridade nacional dos países», preconiza a TI.
Um exemplo dessas iniciativas é o da rede Corruption Hunter Network, que combate a corrupção em todo o mundo através de reuniões de apoio aos seus membros. Em África esta rede de promotores públicos deu ajuda directa e protecção a activistas como o nigeriano Nuhu Ribadu e o zambiano Maxwell Nkole na luta contra a corrupção nos seus países, embora este apoio nem sempre seja eficaz.
A corrupção endémica nos Estados africanos leva à revolta das populações. Rebeliões no Delta do Níger, na Nigéria, foram provocadas por reivindicações da comunidade local de 30 milhões de pessoas por não beneficiarem com a extracção petrolífera nas suas terras, cuja receita é desviada para funcionários governamentais.
A corrupção também corrói o processo político, com muitos políticos a interessarem-se por cargos e reeleição em função do acesso a dinheiros públicos e imunidade. A compra de votos e a fraude eleitoral «são formas mais fiáveis e fáceis de ganhar uma eleição do que tentar ganhar a aprovação dos eleitores pela boa governação», comprova Paul Collier, director do Centro de Estudos das Economias Africanas (CSAE).
Na última década, países como a Libéria, Ruanda e Tanzânia fizeram progressos na redução da corrupção e o Gana registou melhorias nas normas de boa governação e na transparência em actos governativos. Apesar de terem criado agências anticorrupção, a Nigéria, Quénia e África do Sul registaram escassos avanços. A ECA, comissão económica das Nações Unidas para a África, afirma que as comissões anticorrupção nacionais têm sido «muito ineficientes e ineficazes», em grande parte por causa do seu financiamento e supervisionamento pelo poder executivo. Sempre que incomodam o poder instalado estas agências são eliminadas, como aconteceu em 2009 com a Scorpions na África do Sul, ou os seus responsáveis são depostos ou forçados a sair do país, como se registou na Nigéria e Quénia.
Por outro lado, chefes de Estado africanos apoiam o financiamento oculto de líderes políticos de antigos países colonizadores. Robert Bourgi, ex-consultor do Governo francês para assuntos africanos, acusa o ex-chefe de Estado Jacques Chirac e o ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin de terem recebido ilegalmente dinheiro e obras de arte dos presidentes do Senegal, Burkina Fasso, Costa do Marfim, Congo e Gabão. «Avalio em cerca de 20 milhões de dólares o valor total entregue», diz Robert Bourgi. Países europeus ignoram as actividades ilícitas e abusos de poder em África em troca de financiamentos partidários e acesso a matérias-primas.

Custos silenciosos

As estimativas dos custos da corrupção no continente africano não podem ser muito rigorosas, uma vez que a avaliação não é composta apenas pela soma de dinheiro perdido, mas também de desenvolvimento adiado e crescimento das desigualdades, que são menos fáceis de quantificar. Os 150 mil milhões de dólares anuais que os relatórios da União Africana estimam incluem custos directos e indirectos, o que representa 25 por cento do produto interno bruto dos Estados de África e um aumento dos custos dos bens transaccionáveis em 20 por cento.
Quanto à eficácia da ajuda externa, o estudo «The Cost of Corruption», publicado na revista Euromoney, estima que 30 mil milhões de dólares acabaram em contas bancárias no exterior. Pelo lado da arrecadação de receitas fiscais, o Banco Africano de Desenvolvimento calcula que a corrupção leva a uma perda de aproximadamente 50 por cento e estima que as famílias de baixo rendimento gastam de 2 a 3 por cento dos seus rendimentos no pagamento de subornos, enquanto as famílias de maiores rendimentos gastam em média 0,9 por cento. Estas avaliações demonstram que a corrupção em África está disseminada e é dispendiosa para os cidadãos de mais fracos recursos.
A corrupção silenciosa pode ser tão prejudicial ao crescimento económico geral e ao desenvolvimento de um país como a grande corrupção e os escândalos de subornos que recebem maior atenção mediática. No relatório «Africa Development Indicators 2010», o Banco Mundial define corrupção silenciosa como «o não fornecimento pelos funcionários públicos de bens ou serviços para que são pagos pelos governos». Esta corrupção passiva acontece quando professores e profissionais de saúde que, segundo os orçamentos do governo deviam trabalhar a tempo inteiro, são absentistas porque os salários para lhes pagar foram desviados por funcionários corruptos.
«A corrupção silenciosa não faz os títulos dos jornais da mesma forma que os escândalos de subornos, mas é igualmente corrosiva para as sociedades», alerta Shanta Devarajan, economista principal para a Região África do Banco Mundial. A corrupção silenciosa permitiu fracos controlos aos produtores e grossistas de fertilizantes que tiveram como resultado que 43 por cento dos adubos vendidos na África Ocidental não tivessem nutrientes e que mais de metade dos medicamentos vendidos nas farmácias na Nigéria fossem falsificados. A corrupção diminui o bem público e cresce onde há poder autocrático e pobreza.


Percepção de corrupção
Lugar
País
Índice
1
Somália
1,1
2
Sudão
1,6
3
Chade
1,7
4
Burundi
1,8
5
Guiné Equatorial
1,9
6
Angola
1,9
7
Guiné
2,0
8
RD Congo
2,0
Fonte: TI – Corruption Perceptions Index 2010

                       
Fluxos financeiros ilícitos
Lugar
País
Valor
1
Angola
34,0
2
Lesoto
16,8
3
Chade
15,4
4
Uganda
8,7
5
Etiópia
8,3
6
Zâmbia
6,8
7
Sudão
6,7
8
Guiné Equatorial
6,5
Fonte: GFI – Illicit Financial Flows 1990-2008
Valor: Mil milhões de dólares



Erradicação de uma vez por todas

Bento XVI apela para que as autoridades políticas africanas tudo façam para que seja «erradicada de uma vez por todas a corrupção». Em 2009, falando em Luanda perante o presidente Eduardo dos Santos, o papa pediu que África se liberte do «flagelo da avidez, da violência e da desordem». Respeito pelos direitos humanos, governação transparente, magistratura independente, comunicação social livre e funcionalismo público eficaz foram factores referidos por Bento XVI, para quem combater a pobreza é «um imenso empreendimento que requer o maior civismo por parte de todos». Angola lidera o índice IFF de fluxos financeiros ilícitos em África, promovido pelo programa Global Financial Integrity.
A Associação das Conferências Episcopais da África Central (ACERAC) vem denunciando a corrupção como uma das causas da pobreza no continente. Os bispos revelam o aumento da corrupção na exploração de fontes energéticas como o petróleo, que «exigem a necessidade de maior transparência nas actividades económicas». Se as riquezas procedentes do solo e do subsolo contrastam com a miséria da população, «isso acontece por causa da corrupção, que obstrui o funcionamento da administração e da economia, dos investimentos, do sistema educativo e de saúde», alertam.

Δευτέρα 21 Σεπτεμβρίου 2015

Africa’s future depends on improved nutrition, writes Strive Masiyiwa in The Hill

O futuro de África depende do melhoramento da nutrição, escreve Strive Masiyiwa no The Hill

Africa Progress Panel (& here)
By on in Editorials 


More than two billion people still suffer from poor nutrition.
That’s the central finding of the new Global Nutrition Report, a first-of-its-kind evaluation of food security in 193 countries produced by the International Food Policy Research Institute. Researchers note that despite serious improvements in other key areas of global development in recent years, “little progress” has been made in addressing some of the core challenges associated with malnutrition in women and children: namely, iron deficiency and the risks its poses during pregnancy, low birth weight and poor nutrition in a child’s first years.
The report is a reminder that nutrition must take top priority on the global development agenda. Nearly half of all deaths of children under five are caused by inadequate food and nutrition. That is a sad and shocking reality.
Even in South Africa — arguably the most economically advanced country on the continent — one in four children still goes to bed hungry every night. And as the South African economy has stalled, the proportion of kids under five suffering from “stunting” – physical deficiencies caused by chronic malnutrition — has grown.
The situation is much worse in other African countries. In Madagascar, for example, half of all children under five suffer from stunting.
The effects of malnourishment during childhood last a lifetime, even if one’s food situation improves in adulthood. No matter how much better our local schools, hospitals and economy become, malnourished children can’t flourish.
If a child’s brain isn’t properly fed, he or she can suffer irreversible cognitive challenges. The gold-standard investigation into this problem found that the average adult that suffered from stunting as an infant has a much lower IQ compared to a consistently well-nourished adult, completes about four fewer years of school, and is significantly less likely to be employed in a white collar job.
The deficits created by childhood malnutrition can permanently suppress an individual’s long-term earnings potential. The World Bank estimates that early-life food insecurity drops the average person’s lifetime wages by about 10 percent. In Congo, Liberia, Burundi and other low-income African countries, malnutrition by itself can compress GDP by up to three percent.
Of course, many parts of Africa are rapidly expanding. The continent is home to over half of the fastest growing economies in the world. This development is not exclusively a function of natural resources. Smart governments are cultivating high-tech sectors and setting the foundations for sustainable growth. Just look at Africa’s booming telecommunications sector, with more than a half-billion mobile connections on the continent today.
This evolution produces an array of knowledge-based jobs that can support families and transform communities. Without proper nutrition, our children will struggle to become the champions who can lead Africa through the 21st century. Simply put, improving nutrition is the key to accelerating Africa’s growth and empowering our people.
There has been a recent swell of support to improve nutrition, thanks to many dedicated professionals and strong leadership from some key donor governments. Indeed, earlier this year the Canadian government pledged $3.5 billion in new financial commitments for maternal, newborn and child health, which included nutrition as a core pillar of that investment. Canada has been a leader on nutrition, thanks to this commitment and to long-term and sustained support for organizations like the Micronutrient Initiative, for which I serve as board chair.
However, global investments in nutrition represent only 1 percent of aid spent each year. It’s simply not enough. Dollars directed toward education and healthcare and other critical development initiatives risk being wasted if we don’t create a solid foundation for proper nutrition early in life.
More resources — including through traditional aid as well as innovative financing approaches –need to be directed to fighting malnutrition. And there must be particular emphasis on the first thousands days of life, from conception to age two. That’s the period when brain growth is most crucial — and most fragile.
Even modest upticks in nutrition dollars will translate into huge benefits. Effective nutritional support can be simple and inexpensive. Key programs include: fortification of staple foods with micronutrients; the addition of iodine to local salt supplies; and the creation of robust distribution systems for critical supplements like vitamin A and iron.
Nutritional aid shouldn’t be seen as charity — it should be seen as an investment. Improving childhood nutrition will set the stage for long-term dynamism that will resound throughout the continent. This must be a global priority.

Published in: The Hill

A exploração florestal e a pesca ilegais prolongam a pobreza em África, afirma Kofi Annan


Africa Progress Panel
By on in Notícias do Painel
O APP na comunicação social
 
Dezassete mil milhões de dólares para os madeireiros e 1,3 mil milhões de dólares para as frotas de pesca por ano, calcula o Relatório do Progresso em África, a lançar pelo ex-responsável da ONU.

Estão a ser pilhados milhares de milhões de libras por ano de África através da exploração florestal e pesca ilegais, o que está a prolongar a pobreza do continente mais pobre do mundo, declarou quinta-feira o ex-responsável das Nações Unidas.
A atualização anual sobre a situação de África fornecida por Kofi Annan refere que os fundos necessários para uma revolução verde na agricultura e para melhorar infraestruturas estão a ser perdidos a favor da exploração florestal ilegal e da pesca não regulamentada.
O Relatório do Progresso em África, que será lançado pelo ex-Secretário-Geral da ONU em Londres na quinta-feira, calcula que as perdas resultantes da exploração florestal ascendam a 17 mil milhões de dólares (10 mil milhões de libras) por ano, ao passo que as frotas de pesca que ignoram as convenções internacionais custam à Africa Ocidental pelo menos 1,3 mil milhões de dólares por ano.

O relatório produzido por um painel de especialistas que inclui Tidjane Thiam, Diretor Executivo da Prudential, Michel Camdessus, ex-Diretor-Geral do Fundo Monetário Internacional, e Sir Bob Geldof, refere que, apesar de um forte crescimento desde a viragem do milénio, os progressos realizados na redução da pobreza têm sido lentos e que, em 2030, África contará com 80% do total de pessoas pobres do mundo.
Kofi Annan afirma que África importa 34 mil milhões de dólares de alimentos, mas que poderia alimentar-se a si própria dentro de cinco anos se a produtividade agrícola melhorasse. É necessário angariar quase 50 mil milhões de dólares por ano para estradas, linhas férreas e outros projetos de investimento público.
“O investimento em infraestruturas será certamente dispendioso”, declarou Kofi Annan. “No entanto, pelo menos alguns dos custos necessários para colmatar a enorme lacuna no financiamento de infraestruturas poderiam ser cobertos se se pusesse cobro à pilhagem que tem lugar a todo o vapor dos recursos naturais de África. Esta pilhagem está a prolongar a pobreza para muita gente em todo o continente.. Isto tem de parar. Agora.
“O Relatório do Progresso em África do ano passado revelou de que forma as saídas de fundos ilícitas, frequentemente associadas à evasão fiscal no setor das indústrias extrativas, custam ao nosso continente mais do que recebe quer através da ajuda internacional, quer sob a forma de investimento estrangeiro. O relatório deste ano demonstra de que forma África está também a perder milhares de milhões devido a práticas ilegais e obscuras na pesca e no setor florestal”.

Kofi Annan afirma que os problemas estão a ser adiados para o futuro. “Enquanto fortunas pessoais são consolidadas por um pequeno grupo de pessoas corruptas, a grande maioria das atuais e futuras gerações de África está a ser privada dos benefícios de recursos comuns que, de outra forma, poderiam criar receitas, meios de subsistência e uma melhor nutrição. Se estes problemas não forem abordados, estaremos a lançar as sementes de uma amarga colheita”.
O relatório estabelece paralelos entre a pilhagem de recursos florestais e piscatórios com os fundos que África perde através da evasão fiscal.
“Em ambos os casos, África está a ser integrada através do comércio em mercados caraterizados por elevados níveis de atividades ilegais e não regulamentadas. Em ambos os casos, recursos que deveriam ser utilizados para investimento em África estão a ser pilhados através das atividades das elites locais e dos investidores estrangeiros. E, em ambos os casos, os governos africanos e a comunidade internacional alargada não estão a implementar as regras multilaterais necessárias para combater um problema que exige uma ação coletiva global”.

Segundo o relatório, arrastões industriais não registados que descarregam capturas ilegais constituem o equivalente económico das companhias mineiras que praticam evasão fiscal e desviam os seus lucros para paraísos fiscais offshore. “Os problemas subjacentes são amplamente reconhecidos. No entanto, as medidas internacionais para resolver estes problemas têm dependido de códigos de conduta voluntários que são muitas vezes amplamente ignorados. O mesmo vale para a exploração florestal, sendo as florestas da África Ocidental e Central encaradas como zonas privilegiadas para a pilhagem de recursos de madeira”.
O painel de Kofi Annan refere que é necessário estabelecer um acordo global coletivo para garantir uma “revolução azul” para a gestão dos oceanos. Todos os governos devem ratificar e implementar o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto de 2009 a fim de combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INN) e criar um registo global dos navios de pesca. Os governos africanos deveriam aumentar as multas sobre os navios INN, apoiar a pesca artesanal, aumentar a transparência e garantir a divulgação plena das condições mediante as quais as licenças de pesca comercial são emitidas.
No que se refere às florestas, o relatório apela a que todos os contratos comerciais de concessão de exploração florestal fiquem sujeitos à divulgação plena, em conjunto com as estruturas de propriedade efetiva das empresas envolvidas. As concessões devem ser fornecidas com o consentimento informado das comunidades envolvidas.

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